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Não
há dúvidas quanto ao fato de que a pressão
por lucros e retorno sobre o investimento é uma
constante e uma necessidade dentro do ambiente de gerenciamento
logístico e do negócio como um todo, fazendo
com que as empresas invistam fortemente na busca de
um modelo que permita avaliar quantitativamente o impacto
das estratégias logísticas para a competitividade,
mantendo a capacidade de encolher e voltar ao seu estado
inicial sem sofrer danos ou rupturas.
Esses sistemas de apoio à decisão são
chamados de “modelagem de empreendimentos”.
Eles integram a empresa às dimensões de
espaço e tempo logístico.
Vamos, a seguir, examinar um caso prático de
uma empresa de colchões. Sabe-se que o gerenciamento
logístico desse tipo de produto é complicado
devido ao seu tamanho, que demanda grandes espaços
para exposição e armazenagem, e também
pela variedade de categorias e modelos. Mesmo com um
nível elevado de estoques, a empresa em questão
não prestava um bom serviço ao cliente,
o que a levou a repensar seu modelo de produção
e logística.
Começando pelo tipo de cliente, seu público
foi estudado e reclassificado. Como resultado, a opção
foi por uma carteira composta por grandes lojas de departamentos
e lojas de móveis. A expedição
passou a ser feita diretamente da fábrica, melhor
localizada e norteada por uma programação
just-in-time. Esse estudo permitiu a redução
dos estoques e dos vários depósitos: a
empresa passou a ter os estoques mínimos nas
próprias fábricas, não tendo mais
necessidade de depósitos separados. Uma das fábricas
mantém um estoque com maior quantidade de colchões
prontos, disponíveis a qualquer tempo. Tal ação,
comparada aos estoques totais anteriores, resultou em
redução de 90%.
O fato que levou a empresa a adotar um modelo de produção
e logística flexível foi a simulação
por computador. A empresa utilizou inicialmente um software
de localização, a fim de evitar a construção
de fábricas com altos investimentos e riscos
adjacentes. Esse software, primeiramente, localizava
pontos específicos, analisando o banco de dados
dos clientes, do ponto de vista geográfico e
classificando os clientes por volume de entrega e receitas,
por exemplo. Depois, a empresa passou a usar um software
de transportes no gerenciamento dos roteiros de entregas,
eliminando os estoques e depósitos de apoio.
O software de roteirização coordena as
possíveis restrições de transporte,
evitando a subutilização da frota quanto
à rota e aos planos de carga dos veículos.
Resumidamente, a utilização de sistemas
muito tem contribuído para o gerenciamento dos
estoques reguladores, permitindo a combinação
da análise de sensibilidade com a rapidez da
intuição humana. É possível
sim reduzir os custos de armazenagem e transporte e,
ao mesmo tempo, aumentar a eficiência operacional,
reduzindo o ciclo do produto e melhorando o nível
de serviços. Ao final desse processo, o resultado
positivo será obtido não somente através
dos sistemas, pois eles sozinhos nada poderão
fazer, mas sim do sincronismo da atividade humana, representada
pelos colaboradores e da inteligência aplicada,
complementada pela modelagem de empreendimentos.
Fonte:
Keying into versality Distribution, Logistics management,
Bowersox.
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