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algum Rip Van Rinkle dos novos tempos, tipo Dorminhoco
do filme de Woody Allen, tendo resolvido tirar um cochilo
há 20 anos e só acordado hoje, não
acreditaria na radical revisão de conceitos por
que passou o ambiente empresarial. Parcerias, empresas
“mulas”, dormindo com o inimigo, chinese
wall, quarteirização, e muito e muito
mais. Relações supostamente perigosas
e promíscuas do passado, hoje sinônimo
de competência e maturidade.
Quando
no campus da Universidade de Oregon, PHIL KNIGHT, ao
lado do falecido medalhista olímpico STEVE PREFONTAINE,
e sob a supervisão do emblemático técnico
BILL BOWERMAN, disse que montaria toda uma grande indústria
de material esportivo sem possuir e muito menos pretender
construir uma única fábrica, foi olhado
com muita desconfiança e maior ironia por seus
companheiros de escola. Quase 40 anos depois, a NIKE
é a empresa referência dos novos tipos
de relacionamento que, a partir de seu exemplo, vem
se multiplicando pelo mundo.
Até
hoje, e para a maioria das pessoas, nomes como SOLECTRON
e FLEXTRONICS são de ilustres desconhecidas,
embora muitos de seus produtos se encontrem, devidamente
escondidos por “capas” e assinados por marcas
fortes e líderes, em seus escritórios
e residências. São os fabricantes de “miolos”,
do que vai dentro, dos produtos de empresas como a DELL,
HP, NORTELL, IBM, ERICSSON, e muitas outras igualmente
famosas. Tendo como referência NIKE, essas empresas
decidiram concentrar todas as suas energias no monitoramento
permanente e incansável do mercado reservando
para si e exclusivamente, as funções de
planejamento e desenvolvimento de produto, marketing
e relacionamento. Em outras palavras, e dentro do conceito
moderno de administração segundo PETER
DRUCKER, converteram-se em empresas de MARKETING.
E
as chamadas empresas “mulas”, ou de “barriga
de aluguel”, prestam serviços, sob confiança,
e muitas vezes, para diferentes concorrentes de uma
mesma categoria de serviços. São uma espécie
de backoffice (bastidores) industrial de inimigos mortais.
Mas que toleram e aceitam porque confiam no fornecedor,
de um lado, e apostam na capacidade de praticar um marketing
superior e prevalecer.
Um
dos melhores exemplos dessa “saudável promiscuidade”
vem sendo dado pelo Grupo Paquetá do Rio Grande
do Sul. Que é o responsável por toda a
produção de ADIDAS no Brasil, e, simultaneamente,
e sob licença, produz os produtos DIADORA.
Neste
admirável mundo novo, o que importa e prevalece
para as empresas, é seu conhecimento e performance
no mercado, a gestão da marca, o planejamento
e desenvolvimento de produtos, o design, a atualização
da linha, e desenvolver o relacionamento com o trade
e com os clientes. Todo o restante deve ser terceirizado
para parceiros qualificados e de confiança, que
por sua vez, não tem a menor preocupação
com o mercado que não seja atender na plenitude
as empresas de quem merecem todas as encomendas e irrestrita
confiança.
Madia
Mundo Marketing
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