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O voto é uma escolha individual. Consequências são coletivas

Não precisamos pensar da mesma forma, mas compreender que o futuro compartilhado é maior do que nossas diferenças

Uma nação não se constrói apenas por sua economia, suas empresas ou riquezas naturais.

Ela se constrói pelas decisões que toma, pelas instituições que preserva e pelas pessoas que escolhe para representá-la.

Em uma democracia, o voto é um dos instrumentos mais importantes dessa construção.

Ao escolher representantes para o Executivo e o Legislativo, confiamos a eles decisões que influenciam milhões de cidadãos e os rumos de todo o país.

Economia, educação, saúde, segurança, liberdade, ambiente de negócios e oportunidades para as próximas gerações também são consequências dessas escolhas.

Por isso, escolher um representante exige mais do que interesses individuais, simpatias ou discursos momentâneos.

Exige pensar na nação que queremos construir.

Que país queremos entregar aos nossos filhos e netos?

Um país que valorize o trabalho, a liberdade, a responsabilidade e a capacidade de produzir? Um Estado que cumpra seu papel e ofereça condições para que cidadãos e empresas prosperem?

Ou um país em que interesses particulares se sobreponham ao interesse público e comprometam o desenvolvimento?

Essas questões começam nas escolhas que fazemos.

A Constituição estabelece que todo o poder emana do povo e define, entre os objetivos fundamentais da República, o desenvolvimento nacional e a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Mas esses princípios precisam de instituições respeitadas, representantes comprometidos e cidadãos conscientes de seu papel.

A corrupção, o uso do poder em benefício próprio e o desrespeito às liberdades afetam a confiança, a estabilidade, os investimentos, as empresas e, principalmente, a vida das pessoas.

E a insatisfação com a política não elimina as consequências das decisões políticas.

Abster-se, votar em branco ou anular o voto são possibilidades do processo eleitoral. Mas votos brancos e nulos não são considerados válidos na definição dos eleitos.

Por isso, não basta comparecer às urnas. É necessário buscar informação, conhecer propostas, avaliar trajetórias e compreender a responsabilidade dos cargos em disputa.

Não precisamos pensar da mesma forma. Precisamos compreender que o futuro compartilhado é maior do que nossas diferenças.

Uma nação forte não é aquela em que todos concordam, mas aquela em que a democracia, a Constituição, as instituições e as liberdades são respeitadas, inclusive diante das divergências.

O Brasil que queremos não será construído apenas por quem for eleito. Será também resultado da consciência, da responsabilidade e da participação de cada cidadão.

O voto é uma escolha individual. Suas consequências são coletivas.

E o país que entregaremos às próximas gerações começa a ser construído pelas escolhas que fazemos hoje.

ELIANE VIGNATTI
EVCONS Consultoria Empresarial

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