ApoloSpuma usa maquinário para fazer máscaras para doação

ApoloSpuma usa maquinário para fazer máscaras para doação
ApoloSpuma usa maquinário para fazer máscaras para doação

Com as máquinas paradas há quase 30 dias, a fábrica ituana de colchões ApoloSpuma passou a produzir máscaras de proteção para doar para hospitais, prefeituras, abrigos, asilos e outras entidades. Desde o início da pandemia do covid-19, a empresa já entregou cerca de 20 mil máscaras e cem colchões hospitalares, especialmente para leitos de UTIs.

A doação foi uma forma encontrada pela ApoloSpuma, fundada há 53 anos, em Itu, de ajudar a comunidade a atravessar esse período tão crítico e, ao mesmo tempo, de inspirar outras empresas e pessoas a participarem do combate ao vírus.

A ideia de produzir máscaras partiu do fundador José Carlos Christofoletti, 77, o seu Zito, que, preocupado com a falta de máscaras, sugeriu o uso do TNT (tecido não tecido), uma matéria-prima muito utilizada na fabricação de colchão, para produzir esses protetores faciais.

A equipe de costureiras da ApoloSpuma, liderada por Rosemeire Leite dos Reis, encampou a ideia. No dia 26 de março, algumas máquinas de costura foram religadas e adaptadas para começar a costurar as primeiras máscaras, com todos os cuidados necessários.

Os protetores são produzidos seguindo as orientações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que, diante da atual pandemia, suspendeu temporariamente a necessidade de certificação.

A ApoloSpuma é hoje uma das dez maiores fabricantes de colchões e de espumas industriais do país. Antes da crise, produzia cerca de 3.000 colchões por dia, que tinham como destino o mercado nacional ou países vizinhos. Com o comércio e as fronteiras fechadas, os cerca de 350 colaboradores entraram em férias coletivas pela primeira vez em 53 anos de história da empresa.

Desde que começou a produzir os primeiros colchões, costurados a mão e entregues de porta em porta carregados em uma carroça, a ApoloSpuma já passou por muitas crises, de altas repentinas do dólar a incêndios, mas jamais viveu algo tão crítico quanto esta crise do coronavírus.

Desde o início da pandemia, a empresa adotou medidas de segurança. Afastou os profissionais que se enquadravam na zona de risco, adotou turnos de trabalho mais espaçados, passou a medir a temperatura de todos os profissionais, incentivou o uso de álcool em gel e de máscaras. A expectativa da empresa é de que a recuperação será gradual e virá a longo prazo, e que o importante agora é todos se cuidarem.

(Com informações do Jornal Periscópio)

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