Capixabas querem se tornar 2º maior produtor de móveis do País

Capixabas querem se tornar 2º maior produtor de móveis do País
Capixabas querem se tornar 2º maior produtor de móveis do País

O setor de madeira e móveis no Espírito Santo é um dos que tem ótima perspectiva de crescimento nos próximos anos. Os produtos capixabas já são comercializados em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro, e Belo Horizonte. As vendas no mercado externo somaram US$ 3,4 milhões em 2019, ocupando a 8ª posição entre os estados exportadores. Até 2035, a perspectiva é de que se torne um dos maiores produtores de móveis do Brasil.

Hoje as duas primeiras posições no ranking de produção moveleira são ocupadas por gaúchos e paranaenses – não necessariamente nesta ordem – surgindo na sequência os estados de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Mas com investimentos sendo feitos nas áreas certas e com a atração de filiais de empresas localizadas em outros Estados, o Espírito Santo pode chegar a ser o segundo ou terceiro polo moveleiro do Brasil em menos de 15 anos.

A projeção otimista é de Luis Soares Cordeiro, presidente do Conselho Administrativo da Placas do Brasil, empresa que se instalou no Espírito Santo no fim de 2018 para produzir painéis de MDF, essenciais para a fabricação de móveis.

Durante entrevista ao jornal A Gazeta, em reportagem sobre as rotas de desenvolvimento traçadas pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e governo do Estado, para estimular o crescimento industrial, Soares Cordeiro garantiu que “o setor moveleiro está muito bem equacionado aqui no Estado. Acredito que no menor aumento de demanda a gente vai ver este setor crescer. O Espírito Santo já tem uma grande tradição na fabricação de móveis e ficou ainda mais competitivo com o aumento da oferta de placas de MDF”, avaliou Soares Cordeiro.

Tal aumento da demanda pode chegar com a recuperação da construção civil, que se recupera da pior crise da história no Espírito Santo. A retomada nos dois setores anda de mãos dadas, já que havendo novos imóveis entregues serão necessários móveis para preencher os ambientes.

Outro ponto a favor do Estado, na avaliação de Cordeiro, é a localização geográfica, que facilita o envio dos produtos para as regiões Nordeste e Sudeste. “Pense em uma empresa do Rio Grande do Sul, principal polo moveleiro do Brasil. Quando ela vende para o Norte ou Nordeste são cinco mil quilômetros de estradas para enviar o produto. Aqui, a gente já está na metade do caminho”, comparou.

A atração de empresas já estabelecidas em outras regiões do país deve ser, segundo Cordeiro, a principal ação a ser tomada. “Muitas empresas do Sul já estão com sua capacidade produtiva no limite. Devemos atrair essas empresas para o Espírito Santo porque aqui temos benefícios da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), tem mão de obra, tem a questão logística e tem matéria-prima”, destaca.

“Condições para abastecer essas empresas nós temos. Nossa capacidade instalada na fábrica é de 30 mil m³ e metade disso é o que o Espírito Santo tem demandado. O nosso excedente é vendido para empresas do Nordeste”, acrescenta Cordeiro.

Fábrica da Placas do Brasil tem excedente de produção de MDF

Setor vinha perdendo musculatura

Quem vê as projeções otimistas para o setor de madeira e móveis pode não imaginar que nos últimos anos ele vinha perdendo sua força. Segundo Luis Soares Cordeiro, as margens dos empresários estavam reduzidas. “A gente estava precisando trazer matéria-prima de fora. Isso aumenta o custo da produção e diminui a margem de lucro. Desde 2013, com o consumo baixo e a queda na construção civil, a indústria moveleira sofreu demais”, recorda. “Mas, agora, é hora de virar a chave, conclui o presidente do Conselho Administrativo da Placas do Brasil.

 

 

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