Fábrica de planejados portuguesa fecha por atrasos

Defesa do consumidor recebeu 97 reclamações de clientes da Moviflor

moviflor
moviflor
Problemas com entregas de móveis por parte das empresas de planejados não acontecem apenas no Brasil. A exemplo disso, está a Moviflor, fabricante de móveis planejados portuguesa, que tem em pendência 97 reclamações de consumidores que nunca receberam os móveis que compraram, ou que ainda estão à espera de reaver o dinheiro que desembolsaram para sinalizar a encomenda.

A Associação de Defesa do Consumidor de Portugal (Deco) está intermediando as queixas, os vários telefonemas e pedidos de ajuda dos clientes. A empresa mudou de nome para Albará e encerrou as portas no início de outubro. Está em processo de insolvência desde 26 de novembro, depois de falhado o Processo Especial de Revitalização (PER).

A partir do momento em que a Moviflor encerrou as lojas, o objetivo da Deco era conseguir o reembolso de forma extrajudicial. Mas com o decreto de insolvência, a única forma de recuperar o dinheiro é apresentar a reclamação de créditos junto do administrador de insolvência. Recuperar o dinheiro será “complicado”, admite Ana Sofia Ferreira, jurista da Deco. O reembolso vai depender “dos créditos reconhecidos, do valor desses créditos e dos ativos que a empresa terá”, continua. Além disso, os “consumidores não são credores privilegiados como os trabalhadores”. “A experiência nos mostra que receber a totalidade é difícil”, conclui a jurista.

Além de dívidas a fornecedores acumuladas em todo o ano, a empresa não pagou alguns dos salários aos trabalhadores, nem as indenizações da demissão coletiva. Em julho, os 540 funcionários ainda esperavam pelo pagamento de 25% do subsídio de Natal de 2012, três meses de salário de 2013, subsídios de férias e de Natal e os salários de janeiro e junho de 2014.

Comentários0

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro.

    Carregando categorias...