Greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia

Presidentes do Sima e do Sindusmobil comentam como as indústrias moveleiras estão sendo afetadas

Greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia

Os protestos dos caminhoneiros nas rodovias do País chegaram ao oitavo dia. Mesmo após as concessões do governo federal, a categoria mantém o bloqueio de parte das estradas brasileiras. Indústrias do País inteiro sentem o impacto da mobilização. Para o setor de móveis não é diferente.

 

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz,  até a última sexta-feira, as moveleiras do polo já estão com cerca de 20% do faturamento mensal comprometido, mas se a greve não parar, esse número pode chegar a 40%.

 

“Várias empresas estão com paralisação parcial e algumas já estão com paralisação total. E o problema não é só a produção, já são três dias sem nenhum faturamento, pois as fábricas não conseguem despachar os móveis produzidos para a entrega”, explica Munhoz.

 

Lembrando que os últimos dias do mês são muito importantes para o faturamento das empresas, o presidente do Sima considera que a paralisação nesse período deixa a situação ainda mais crítica. E se a paralisação não for interrompida, ele acredita que todas as indústrias estarão parcialmente afetadas a partir de segunda-feira.

 

“Além de não receber matéria-prima e não conseguir entregar os móveis produzidos, as indústrias também estão sendo afetadas com a falta de funcionários, pois muitos já estão sem combustível para ir trabalhar”, complementa Munhoz.

 

Muitas empresas de São Bento do Sul (SC) e região também estão sendo afetadas com a crise do combustível. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil), José Antonio Franzoni,  ainda na sexta-feira algumas fábricas já tinham anunciado a paralisação total para essa semana. Embora os casos anunciados sejam bem pontuais, Franzoni acredita na possibilidade de uma paralisação maior das moveleiras se a greve dos caminhoneiros não cessar.

 

Os embarques de produtos, tanto para o mercado interno quanto para o mercado externo, estão paralisados. “A motivação para a paralisação é justa, mas quando atrapalha o andamento da economia é o limite para voltar”, afirma Franzoni.

 

Na última sexta, a Amoesc e o Simovale também sinalizaram que as indústrias de móveis do Oeste de Santa Catarina vêm sofrendo com a paralisação dos caminhoneiros. A Movergs e o Sindmóveis de Beto Gonçalves também se pronunciaram a respeito.

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