Grupo Toky entra com pedido de recuperação judicial em São Paulo
Controladora de Tok&Stok e Mobly cita juros altos e consumo pressionado

O Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly, informou nesta terça-feira que entrou com pedido de recuperação judicial, alegando um ambiente macroeconômico desafiador para o varejo de móveis e decoração, marcado por juros elevados, crédito mais restritivo e aumento do endividamento das famílias.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que, apesar das negociações conduzidas pela administração para reestruturar o endividamento da Tok&Stok junto aos credores, o nível de dívida do grupo continuou se agravando, exigindo medidas urgentes para preservar liquidez, manter as operações e permitir uma reorganização financeira estruturada.
Segundo a empresa, o pedido de recuperação judicial busca proteger as atividades das controladas, preservar o valor das marcas e criar condições para a renegociação das obrigações financeiras. O processo foi protocolado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo, sob segredo de justiça.
A notícia ocorre pouco tempo após o grupo anunciar uma nova fase de expansão da Tok&Stok. Em abril, a companhia havia sinalizado retomada de investimentos, abertura de lojas e fortalecimento da integração com a Mobly, em uma estratégia voltada para ganho de eficiência operacional, ampliação de canais e recuperação de mercado. Na ocasião, o movimento foi apresentado como parte de um processo de reposicionamento da marca após anos de forte pressão financeira no varejo de móveis.
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O cenário reforça as dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos. Mesmo com sinais de recuperação gradual do consumo em 2026, empresas altamente alavancadas continuam pressionadas pelo custo financeiro elevado e pelo comportamento mais cauteloso do consumidor, especialmente em segmentos dependentes de crédito e tíquete médio mais alto.
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