Importar errado da China pode cortar até 15% das margens de lucro
Falhas na operação e escolha de fornecedores elevam prejuízos

Empresas brasileiras seguem perdendo competitividade ao errar na importação de produtos da China, principalmente por falhas na gestão da cadeia de suprimentos e na escolha de parceiros sem estrutura adequada para conduzir a operação. Estudo da McKinsey & Company indica que ineficiências operacionais podem reduzir margens em até 15%, justamente em um momento de maior pressão sobre custos e necessidade de eficiência.
Para Gustavo Braz, CEO do Grupo PMD, o problema está na falta de planejamento e previsibilidade. “Importar da China pode ser altamente estratégico, mas precisa de método, previsibilidade e parceiros que dominem toda a operação. Quando isso não existe, a margem desaparece ao longo do processo”, afirma.

A China segue como principal origem das importações brasileiras, concentrando parcela relevante dos insumos industriais consumidos no país, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar disso, muitas empresas ainda operam sem planejamento adequado ou com parceiros que não oferecem segurança operacional.
Especialistas apontam alguns fatores considerados essenciais para evitar prejuízos e aumentar a eficiência nas operações internacionais. Entre eles estão previsibilidade total de custos, escolha criteriosa de fornecedores, controle de qualidade, planejamento logístico e proteção contra oscilações cambiais.
Segundo Gustavo Braz, operações estruturadas ajudam a reduzir riscos e garantir continuidade comercial. “Logística eficiente protege margem e garante continuidade comercial”, destaca.
O executivo também defende que a importação precisa deixar de ser vista apenas como uma compra pontual e passar a fazer parte da estratégia de crescimento das empresas. “A importação deixou de ser uma oportunidade pontual e virou uma alavanca estratégica. Quando a empresa conta com a estrutura certa, ela acessa melhores condições comerciais sem absorver a complexidade da operação”, afirma.
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Indicadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que as empresas seguem sob forte pressão por eficiência operacional, o que torna a gestão da cadeia internacional cada vez mais relevante para preservação de margem e competitividade.
O volume de importações brasileiras deve continuar elevado nos próximos anos, aumentando a necessidade de profissionalização na condução das operações. Nesse cenário, reduzir erros na compra da China passa a ser uma condição importante para sustentar crescimento e rentabilidade no médio e longo prazo.
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