Intenção de consumo tem maior alta da história

Confederação Nacional do Comércio considera que as perspectivas para este ano são mais favoráveis

Intenção de consumo tem maior alta da história

Um ambiente de juros mais baixos, inflação controlada e sinais de melhora no emprego levou a intenção de consumo a maior alta da história em janeiro. É o que mostra o levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 5,1% em janeiro ante dezembro, marcando 95,9 pontos, em uma escala que varia de zero a 200 pontos. Essa foi a maior elevação mensal desde início da série histórica do indicador, em janeiro de 2010. Já na comparação anual, o aumento foi de 14,7%.

 

Apesar da melhora no índice, a pontuação ainda está abaixo de 100 pontos, o que demonstra uma cautela dos consumidores. No entanto, o economista da CNC, Antônio Everton, afirma que as perspectivas para o comércio são mais favoráveis neste ano. Inclusive, a entidade revisou de 5,5% para 5,8% a projeção de alta para 2019 no volume de vendas do varejo ampliado.

 

Na pesquisa, os sete tópicos usados para cálculo do ICF mostraram aumento em todas as comparações. É o caso das altas observadas, em janeiro ante dezembro, de emprego atual (3,1%); perspectiva profissional (5%); renda atual (3,8%); compra a prazo (4,9%); nível de consumo atual (4,4%); perspectiva de consumo (5,8%); e momento para duráveis.

 

"Tivemos um elemento de 'combustão' muito grande para elevar a intenção de consumo que foi o sinal de reativação do mercado de trabalho", observou o especialista, explicando que, na prática, o consumidor percebe maior ritmo de abertura de vagas e eleva a perspectiva de consumo para os próximos meses. Everton não descartou possibilidade do ICF voltar ao patamar acima de 100 pontos neste ano.

 

 

Intenção de consumo nas regiões

 

Regionalmente, o ICF revelou que as famílias do Centro-Oeste são as únicas satisfeitas nas intenções de compras, alcançando 100,7 pontos, acima da zona de indiferença (100 pontos). Em seguida, aparecem o Sul (99,4 pontos) e o Nordeste (96,1pontos).

 

De maneira geral, as famílias brasileiras se apresentaram em melhores condições e menos insatisfeitas do que há um ano. Na comparação com 2018, o ICF oscilou +14,7%, graças às variações no Sudeste (+17,8%) e no Nordeste (+16,1%), principalmente.

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