Móveis e Decoração recuam 4,7% no 1º tri e 3,7% no 2º, diz Mastercard

Setor reduziu o ritmo de queda no semestre, enquanto varejo brasileiro avançou 2,9% no período, aponta levantamento

Móveis e Decoração recuam 4,7% no 1º tri e 3,7% no 2º, diz Mastercard

O setor de Móveis e Decoração registrou retração de 4,2% no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Mastercard SpendingPulse™. O desempenho ficou abaixo do varejo brasileiro como um todo, que acumulou alta de 2,9% no período, mas os números mostram uma redução no ritmo de queda do segmento ao longo do ano.

No primeiro trimestre, as vendas de Móveis e Decoração recuaram 4,7% em relação ao mesmo período de 2025. Entre abril e junho, a retração foi de 3,7%. Apesar de permanecer no campo negativo, o resultado do segundo trimestre representa uma melhora de 1 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano.

O desempenho ocorre em um cenário de maior cautela do consumidor nas compras de maior valor. De acordo com o Mastercard SpendingPulse™, enquanto setores ligados a serviços e ao consumo imediato apresentaram crescimento no semestre, os segmentos de bens duráveis enfrentaram retração.

No varejo geral, o ritmo de crescimento também ganhou força ao longo do semestre. A alta passou de 1,6% no primeiro trimestre, na comparação anual, para 4,1% no segundo trimestre, resultando em avanço acumulado de 2,9% nos seis primeiros meses de 2026.

Móveis acompanham movimento dos bens duráveis

O comportamento de Móveis e Decoração esteve alinhado ao de outros segmentos de bens duráveis. O setor de Eletrônicos, por exemplo, registrou queda de 4,7% entre abril e junho.

Na outra ponta, categorias relacionadas a serviços e consumo imediato sustentaram o avanço do varejo. Restaurantes tiveram alta de 10,7% no acumulado do primeiro semestre, enquanto Farmácias cresceram 9,9% no primeiro trimestre e 9% no segundo.

Para Gustavo Arruda, economista-chefe para a América Latina do Mastercard Economics Institute (MEI), o cenário econômico levou consumidores a postergar compras que demandam maior planejamento financeiro.

“O balanço do primeiro semestre reforça a resiliência do consumidor brasileiro, que manteve o dinamismo em setores ligados à convivência e bem-estar, como em Restaurantes. Por outro lado, o cenário macroeconômico fez com que o consumidor adiasse compras que exigiam maior planejamento financeiro, como móveis e eletrônicos, o que ainda representa uma oportunidade de retomada para o varejo nestes segmentos ao longo do ano.”

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Centro-Oeste lidera avanço do varejo

Os dados também mostram diferenças importantes entre as regiões brasileiras. Todas as cinco regiões registraram crescimento no primeiro semestre, mas o ritmo variou entre os mercados.

O Centro-Oeste apresentou os maiores avanços nos dois trimestres, passando de 2,5% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo. Já o Sudeste, principal polo de consumo do país, teve os menores crescimentos, de 0,1% e 3,5%, respectivamente.

Entre os estados, Pernambuco e Distrito Federal registraram os desempenhos mais expressivos. Pernambuco avançou 5,4% no primeiro trimestre e 12,2% no segundo, enquanto o Distrito Federal teve altas de 4% e 6,6%.

O Mastercard SpendingPulse™ acompanha as vendas do varejo físico e online, considerando todos os meios de pagamento e sem ajuste pela inflação. O indicador utiliza dados agregados e anonimizados da Mastercard para monitorar o comportamento do consumo em mercados selecionados no Brasil e no mundo.

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