Mudar é preciso. Porém, perder a essência da marca pode ser fatal
Ari Bruno Lorandi fala sobre mudar sem perder a essência da marca, um dos maiores desafios de qualquer empresa
Nessa semana, no Cá Entre Nós, Ari Bruno Lorandi fala sobre mudar sem perder a essência, citando até uma frase: “mude tudo o que for necessário... mas nunca mude aquilo que fez as pessoas escolherem você."
Lorandi diz que pode parecer simples, mas talvez esse seja um dos maiores desafios de qualquer empresa. “Vivemos a era da transformação. Todo dia surge uma nova tecnologia, uma nova ferramenta, uma nova metodologia, uma nova tendência. Fala-se em inteligência artificial, digitalização, automação, ESG, experiência do cliente... e tudo isso é importante. Muito importante.
O problema começa quando, na tentativa de acompanhar todas as mudanças, a empresa esquece quem ela é.
E isso acontece mais do que imaginamos.
Troca-se o produto porque está na moda. Troca-se a linguagem porque alguém disse que ficou antiga. Troca-se a marca, o posicionamento, a forma de vender, a maneira de atender. De repente, a empresa mudou tanto que nem seus próprios clientes conseguem mais reconhecê-la.
Mudança não é apagar a própria história.
Mudança é construir o próximo capítulo sem rasgar os anteriores.
Pense nas empresas que atravessaram décadas. Algumas já passaram por crises econômicas, mudanças tecnológicas, novas gerações de consumidores e até revoluções industriais. Quase nada nelas permaneceu igual. As fábricas mudaram. Os processos mudaram. Os produtos evoluíram.
Mas existe algo que permaneceu: A promessa.
A razão pela qual as pessoas confiaram naquela empresa pela primeira vez.
É essa essência que transforma uma marca em patrimônio.
Porque clientes não compram apenas produtos.
Compram confiança.
Compram coerência.
Compram a sensação de que aquela empresa continuará entregando amanhã aquilo que prometeu ontem.
E talvez seja justamente esse o maior erro de muitas organizações. Elas passam tanto tempo tentando parecer modernas que deixam de parecer autênticas.
E autenticidade não pode ser copiada.
Ela é construída ao longo dos anos, nas decisões difíceis, nos momentos de crise, na forma como uma empresa trata seus clientes, seus colaboradores e seus parceiros.
Inovar, portanto, não significa romper com tudo o que veio antes.
Significa preservar aquilo que é permanente e transformar aquilo que precisa evoluir.
Porque tecnologia muda.
Mercados mudam.
Consumidores mudam.
Mas princípios não envelhecem.
No fim das contas, empresas não permanecem relevantes apenas pelo que lançam de novo.
Permanecem relevantes porque nunca deixam de cumprir a promessa que as tornou importantes.
E talvez seja essa a maior lição para qualquer empresário”.
Assista ao comentário completo no player acima.
Leia: Conclusão na Formóbile: A indústria está resolvendo o problema errado
ENTREVISTA
Durante muitos anos, a indústria moveleira e colchoeira brasileira acostumou-se a discutir seus desafios sem ter uma representação efetiva em Brasília. Enquanto outros segmentos econômicos construíram bancadas fortes e frentes parlamentares capazes de defender seus interesses, o nosso setor, responsável por milhares de empresas, empregos e uma importante parcela da economia nacional, quase sempre ficou à margem das grandes decisões políticas.
Mas esse cenário pode começar a mudar. Pela primeira vez em muito tempo, surge a possibilidade de um representante com origem no próprio setor disputar uma vaga na Câmara dos Deputados com a proposta de defender essa cadeia produtiva e estimular a formação de um bloco parlamentar voltado às demandas da indústria e do varejo de móveis e colchões. Por isso, Neto Santos, sócio da rede Multiloja e diretor da Home Show Brasil é o entrevistado da edição.
A entrevista você também confere no player acima.
NOTÍCIA
Brasil ensaia reação na produção, mas o Sul está dividido entre alta e queda
O Brasil ensaia uma reação, mas o Sul está dividido entre recuperação, estabilidade e retração profunda. Enquanto o Rio Grande do Sul já acumula alta de 3,7% na produção de móveis e voltou ao terreno positivo em 12 meses, o Paraná praticamente zerou as perdas e caminha para uma retomada gradual. Já Santa Catarina vive outra realidade: acumula queda de 18,2% no ano e aprofunda sua retração mês após mês.
Assista ao 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi na íntegra clicando no player acima.
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