Poder público só poderá comprar móveis de madeira certificada

Poder público só poderá comprar móveis de madeira certificada
Poder público só poderá comprar móveis de madeira certificada

Um Projeto de Lei apresentado pelo deputado Felipe Carreras, do PSB/PE, prevê a obrigatoriedade do uso de madeira certificada por órgãos da Administração Pública. De acordo com o deputado a justificativa seria a diferença que existe entre madeira legal e certificada, o que pode trazer resultados positivos em termos de preservação ambiental e até mesmo de diminuição da exploração de trabalho.

O projeto é composto por quatro artigos, que estabelecem que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento regulamentará os critérios para certificação da madeira, que toda madeira usada em itens que componham a mobília e papelaria da Administração Pública seja certificada, além de ser feito um processo produtivo ecologicamente correto.

Em um trecho da justificativa o deputado fala sobre a madeira legal e os danos que podem ser provocados ao meio ambiente, “[...] a madeira puramente legalizada é extraída de forma predatória, destruindo completamente áreas florestais, não se mantêm no mesmo local, pois necessitam de novas áreas a explorar, utilizam constantemente o trabalho infantil e desobedecem às leis trabalhistas”.

Já a madeira certificada é colocada como ecologicamente correta. “Utilizam-se técnicas que imitam o ciclo natural da floresta e causam o mínimo impacto, permitindo sua renovação e permanência, bem como a diversidade que abriga”, está escrito em um dos trechos do texto.

Carreras ainda cita o selo FSC, reconhecido internacionalmente e fala sobre a imagem dos empresários do setor madeireiro. “A certificação ainda melhora a imagem dos empresários do setor madeireiro, distinguindo aqueles que operam de forma correta daqueles interessados apenas nos lucros advindos da terra, sem nenhuma consciência ambiental. [...] Os princípios e critérios estabelecidos pelo FSC (selo verde) contemplam na mesma medida os interesses de todas as partes envolvidas, sem privilegiar nenhuma delas”, analisa.

O Projeto de Lei agora precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.     

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