Quando o trabalho mal executado gera mais trabalho na sua indústria?
Existe um tipo de trabalho que quase nunca aparece nos indicadores de desperdício. O trabalho de compensação
Existe um tipo de trabalho que quase nunca aparece nos indicadores de desperdício. É o trabalho criado para compensar outro trabalho que não funciona bem.
Uma planilha criada para conferir outra planilha.
Uma pessoa que precisa revisar tudo porque o processo gera erros.
Uma reunião semanal para resolver problemas que poderiam ter sido evitados.
Uma aprovação adicional porque ninguém confia totalmente na etapa anterior.
Uma conferência manual porque as informações chegam incompletas.
Separadamente, essas atividades parecem necessárias. E talvez sejam.
Mas existe uma pergunta mais importante:
Por que elas precisam existir?
Na indústria moveleira, estamos acostumados a observar desperdícios de matéria-prima, tempo de máquina, estoque, movimentação e retrabalho produtivo.
Precisamos olhar também para o retrabalho organizacional.
São horas consumidas corrigindo, conferindo, reconciliando, cobrando, autorizando e refazendo atividades que não deveriam exigir tanto esforço.
O problema é que, com o tempo, esses controles viram rotina.
Contratamos pessoas para executá-los. Criamos indicadores para acompanhá-los. Incorporamos as atividades aos cargos.
E paramos de questionar a causa que fez aquele trabalho surgir.
É aqui que RH, liderança e operação precisam conversar.
Antes de concluir que uma equipe está sobrecarregada e precisa de mais pessoas, vale mapear como o trabalho realmente acontece.
Quais atividades geram valor?
Quais são necessárias para sustentar a operação?
E quais existem apenas porque outra etapa apresenta falhas?
Talvez parte da capacidade que a empresa procura já esteja dentro dela, ocupada corrigindo problemas que deveriam ter sido eliminados na origem.
Isso também muda a discussão sobre produtividade.
Produtividade não é fazer mais atividades durante o dia.
É produzir mais valor com os recursos disponíveis.
Por isso, uma pergunta deveria entrar nas reuniões de melhoria:
“Se o processo anterior funcionasse corretamente, esta atividade ainda precisaria existir?”
Se a resposta for não, talvez tenhamos encontrado mais do que uma tarefa.
Encontramos uma oportunidade.
Antes de contratar mais pessoas para sustentar um processo ineficiente, descubra quanto trabalho sua empresa criou apenas para compensar aquilo que ainda não resolveu.
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