Sono ruim eleva riscos cardíacos e acende alerta à indústria
Especialistas apontam relação direta entre descanso, hipertensão e saúde cardiovascular

Dormir mal deixou de ser apenas uma questão de cansaço. Cada vez mais, especialistas reforçam que a qualidade do sono exerce impacto direto sobre a saúde cardiovascular, influenciando desde os níveis de pressão arterial até o risco de infarto e AVC. Estudos recentes indicam que dormir menos de sete horas por noite pode elevar significativamente as chances de desenvolver hipertensão.
A hipertensão arterial, considerada uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo, muitas vezes evolui de forma silenciosa. Dor de cabeça, tontura e alterações visuais podem surgir, mas nem sempre estão presentes. Nesse contexto, além de alimentação equilibrada, atividade física e controle do estresse, o sono passa a ocupar papel estratégico na prevenção e no tratamento da doença.
Segundo o cardiologista Luciano Serro Degrandi, o organismo aproveita o sono profundo para reduzir naturalmente a frequência cardíaca e a pressão arterial. Quando esse processo não acontece adequadamente, o sistema cardiovascular permanece em estado de alerta, aumentando o desgaste do coração. “Hoje sabemos que não é apenas a quantidade de horas dormidas, mas a qualidade desse sono que influencia diretamente os níveis de pressão arterial”, afirma.

Entre os fatores que comprometem esse descanso está a apneia obstrutiva do sono, condição que provoca interrupções respiratórias e elevação da adrenalina durante a noite. O resultado são microdespertares constantes e maior sobrecarga cardiovascular. Mas o ambiente de descanso também entra nessa equação. Colchões inadequados, por exemplo, podem fragmentar o sono e impedir que o corpo alcance estágios profundos de recuperação.
“Um colchão inadequado interfere diretamente na qualidade do sono, porque impede o relaxamento completo do corpo”, observa Degrandi. Para a indústria colchoeira, o tema reforça uma transformação importante no posicionamento do setor: o colchão deixa de ser percebido apenas como item de conforto e passa a integrar um contexto mais amplo de saúde e bem-estar.
Essa mudança de percepção vem impulsionando investimentos em tecnologia aplicada ao descanso. Empresas como a Grupo Herval, por meio da marca Volis Colchões, têm ampliado pesquisas voltadas ao suporte ergonômico, distribuição de pressão corporal e regulação térmica. A proposta é desenvolver soluções alinhadas a diferentes perfis físicos e necessidades de sono.

Segundo Agnelo Seger, CEO do grupo, estudos internos apontam que diferentes biótipos exercem pressões distintas sobre o colchão, especialmente na região do quadril, exigindo níveis específicos de sustentação. A empresa aposta em sistemas de zoneamento, espumas de alta performance, tecidos antibacterianos e tecnologias voltadas ao equilíbrio térmico e à circulação de ar.
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Entre as linhas desenvolvidas pela marca estão modelos com látex natural, espumas viscoelásticas, viscogel, fibras de carbono e tecidos com Aloe Vera, prata e viscose de bambu. O objetivo, segundo a companhia, é favorecer o relaxamento muscular, melhorar a ergonomia e contribuir para uma recuperação mais eficiente ao longo da noite.
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