Unicasa amplia prejuízo no 1º trimestre e vê pressão nas margens

Receita cai 4,9%, dívida sobe e exportações seguem enfraquecidas

Unicasa amplia prejuízo no 1º trimestre e vê pressão nas margens

A Unicasa iniciou 2026 pressionada por um ambiente mais desafiador no varejo e no mercado externo. No primeiro trimestre, a companhia registrou receita líquida de R$ 40,9 milhões, queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o prejuízo líquido avançou 31,3%, chegando a R$ 7,1 milhões. 

O desempenho foi impactado principalmente pela retração nas exportações e pelo enfraquecimento do canal multimarcas. As vendas ao mercado externo caíram 16,4%, refletindo um ritmo abaixo do esperado nos Estados Unidos, enquanto o segmento multimarcas recuou 20%. Em contrapartida, as lojas exclusivas mantiveram estabilidade e registraram crescimento de 3,6% nas vendas mesmas lojas (same store sales). 

A administração atribui parte do resultado à postergação de entregas pelos consumidores, especialmente nas operações ligadas ao mercado norte-americano. Mesmo com crescimento de 92% nas vendas sell out das lojas próprias nos EUA, o reconhecimento das receitas acabou sendo afetado pelo adiamento das entregas. 

Outro ponto de pressão veio das margens. A margem bruta caiu de 27,3% para 24,5%, enquanto a margem EBITDA recuou de -7% para -12%. Segundo a companhia, a menor diluição dos custos fixos, o aumento das despesas com depreciação e os custos de rescisão de aproximadamente 10% da mão de obra direta contribuíram para o avanço das perdas operacionais. 

As despesas operacionais também cresceram. As despesas com vendas, gerais e administrativas subiram 5%, totalizando R$ 20,4 milhões, puxadas principalmente por gastos relacionados ao atendimento de consumidores de lojas fechadas e pelo aumento das despesas com pessoal. 

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Apesar do cenário mais pressionado, a companhia encerrou o trimestre com geração operacional de caixa de R$ 8,3 milhões. Ainda assim, o consumo de caixa decorrente de investimentos e amortização de dívidas levou a uma redução líquida de R$ 3,6 milhões nas disponibilidades do período. 

No balanço patrimonial, chama atenção o avanço do endividamento. A dívida bruta saltou de R$ 85,4 milhões para R$ 133,1 milhões em 12 meses, elevando a relação dívida líquida/EBITDA de 2,99 vezes para 12,8 vezes. 

Mesmo diante da deterioração dos indicadores financeiros, a empresa destacou que segue investindo na operação e reforçando sua estrutura comercial. A companhia também informou ter alcançado nota máxima de conformidade tributária no Programa Sintonia da Receita Federal, recebendo classificação “A+”.

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