Dormir virou desafio: 72% dos brasileiros têm problemas
Dormir bem tem se tornado cada vez mais difícil para milhões de brasileiros. Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que 72% da população apresenta algum tipo de alteração no sono, situação associada ao aumento da ansiedade, queda de produtividade e prejuízos à saúde física e mental.
Dados da Associação Brasileira do Sono mostram que o brasileiro dorme, em média, 6,4 horas por noite, abaixo das 7 a 9 horas recomendadas internacionalmente.
Os números ganham destaque no Dia Mundial do Sono, celebrado em 15 de março. Estimativas científicas indicam que cerca de 16% da população adulta mundial sofre de insônia clínica, enquanto quase metade das pessoas relata alguma dificuldade para dormir.
Para especialistas, a privação crônica de sono deixou de ser apenas consequência de uma rotina cansativa e passou a representar um desafio de saúde pública.
“Dormir bem não é luxo. É uma necessidade biológica básica. Quando o sono falha, memória, humor, imunidade e até o coração são afetados”, afirma a diretora-executiva do Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), Cleriane Lopes Denipoti.
Com o aumento do tempo diante de telas, jornadas extensas de trabalho e níveis elevados de ansiedade, especialistas apontam que o ambiente de descanso passou a ter papel decisivo na recuperação do organismo.
Entre os fatores analisados está o suporte oferecido ao corpo durante o sono.
“Um colchão inadequado compromete o alinhamento da coluna, aumenta pontos de pressão e interfere na profundidade e continuidade do sono. Não é apenas conforto subjetivo, é suporte técnico ao organismo”, explica Denipoti.
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