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FGTS deve injetar R$ 540 mi para o varejo de móveis

O Ministério da Economia refez os cálculos e agora espera liberar aproximadamente R$ 30 bilhões com a flexibilização de saques do FGTS. Nesta quarta-feira (17), o ministro Paulo Guedes (Economia) citou um número maior. Segundo ele, a medida movimentaria R$ 42 bilhões.

Segundo fontes da equipe econômica, há basicamente duas propostas elaboradas pela pasta e a decisão ficará com o presidente Jair Bolsonaro.  

A primeira delas libera saques tanto para contas ativas como para inativas, sempre no aniversário da pessoa. A flexibilização será escalonada de acordo com o montante guardado. Quem tem menos vai poder sacar um percentual maior.

Nesse caso, a ideia é que o trabalhador possa sacar um percentual do FGTS todo ano. Dessa forma, o governo tenta evitar situações em que empregados chegam a acordos com patrões para serem demitidos e receberem os recursos. A segunda proposta, mais simples, é flexibilizar os saques apenas para as contas inativas, e apenas uma vez (a exemplo do que ocorreu no governo Temer).

De qualquer forma, o governo adota um tom de cautela na análise sobre o assunto para que, mesmo com as alterações, seja garantido financiamento do FGTS para o setor imobiliário (um dos destinos dos recursos). A premissa é seguida pela equipe econômica principalmente pelo cenário de baixos investimentos no país. Uma das preocupações é o programa Minha Casa Minha Vida, que recebe recursos do FGTS.

Já para o PIS/Pasep, a liberação deve ser bem mais tímida. Os saques devem ficar entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões. O governo planeja usar o restante das contas paradas (cerca de R$ 20 bilhões) como receita do Tesouro. A medida dependeria de aval do Congresso.

 

A parte para compra de móveis

Considerando a divisão do bolo disponível para consumo de móveis no total de recursos para as despesas das famílias, segundo o estudo Mapa do Mercado, serão injetados R$ 540 milhões na compra de móveis com a liberação dos recursos do FGTS e PIS/Pasep.

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