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O que você precisa fazer para conquistar o mercado em 2026

Revisado Natalia Concentino - 22 de Janeiro 2026

Ari Bruno Lorandi fala, no Cá Entre Nós dessa semana, sobre o mercado de 2026 e a palavra que conclui que os consumidores estão ainda mais cautelosos. “Relatórios internacionais recentes têm dado atenção para a chamada “era do consumidor cauteloso”. Nos Estados Unidos, pesquisas indicam um comportamento mais contido nos gastos, especialmente em categorias como móveis, com a alta renda sustentando parte do consumo enquanto as faixas mais baixas enfrentam maior pressão. No Brasil, esse diagnóstico também faz sentido — mas por razões que vão além do ciclo econômico recente”, afirma.

 

Trazendo para a realidade do mercado brasileiro, Lorandi explica que aqui a cautela do consumidor é menos conjuntural e mais estrutural. “O brasileiro convive há décadas com instabilidade, inflação recorrente, crédito caro e renda comprimida. Isso moldou um comportamento historicamente defensivo, que se intensifica sempre que o ambiente econômico fica mais incerto. Em 2026, esse padrão segue presente, com impactos diretos sobre decisões de compra de maior valor”.

 

Assim como nos EUA, o Brasil vive uma espécie de “economia em K”, ou seja, consumidores de renda mais alta continuam consumindo, mas de forma mais seletiva, exigente e racional. Já as camadas de menor renda enfrentam limites claros impostos pelo custo de vida, endividamento e menor acesso ao crédito. No setor moveleiro, essa divisão é evidente: linhas premium e intermediárias bem-posicionadas mantêm demanda, enquanto o móvel de entrada sofre mais com postergação de compra e sensibilidade extrema a preço.

 

Lorandi observa que “um fator-chave diferencia o Brasil de mercados desenvolvidos: a dependência do crédito parcelado. Com juros ainda elevados, o consumidor brasileiro pensa duas vezes antes de assumir uma compra de longo prazo. Trocas são adiadas, a vida útil do móvel é estendida e a decisão passa por mais comparação e negociação. O impulso dá lugar ao cálculo”.

 

O apresentador conclui: “Nesse contexto, o conceito de valor ganha protagonismo. Não basta mais oferecer design ou preço. O consumidor quer entender por que aquele produto vale o que custa. Funcionalidade, durabilidade, versatilidade e confiança na marca pesam tanto quanto estética. Promoções genéricas perdem força frente a propostas claras de custo-benefício e argumentos bem construídos”.

 

O comentário completo você assiste no player acima.

 

Leia: O jogo americano mudou. O moveleiro brasileiro entendeu?

 

NOTÍCIAS

 

Preço de móveis na indústria em 2025 acompanha o ano anterior

 

A Pesquisa Mensal de Preços ao Produtor da Indústria, do IBGE, mostra um péssimo ano para a indústria em geral em 2005. O acumulado do ano em novembro de 2024 atingiu 7,8% de alta. No mesmo período de 2025 a variação é negativa em 4,6%. 

 

Comportamento semelhante se observa na indústria de transformação, da qual faz parte da indústria de móveis. De alta de 8,2% de janeiro a novembro de 2024 para -4,0% em igual período de 2025.

 

Ao analisar a indústria de móveis, nos 11 primeiros meses de 2024 os preços oscilaram de 4,6% e em 2025 para 4,5%. Resta saber como foi a variação de dezembro – ainda não divulgada pelo IBGE –, que em 2024 chegou a 5,8% no ano.

 

Somnigroup avança em conversa para aquisição da Leggett & Platt

 

A Somnigroup e a Leggett & Platt assinaram um acordo de confidencialidade para avaliar uma possível aquisição, informou a revista furniture today. 

 

A Leggett & Platt é uma gigante mundial em componentes e soluções para a indústria do sono, mobiliário e assentos, com forte atuação em molas, espumas, estruturas metálicas e tecnologias de conforto usadas em colchões, estofados e aplicações industriais.

 

A Leggett & Platt tem fábrica no Brasil e produção local de molas para colchões e mecanismos para móveis e estofados.

 

Limite ao crédito acende alerta no varejo de móveis nos Estados Unidos

 

Uma proposta debatida no Congresso dos EUA para limitar em 10% os juros do cartão de crédito não avançou, mas acendeu um sinal de alerta no varejo. Dados da Adobe Analytics e do Mastercard indicam que mais de 80% das compras financiadas de móveis dependem do cartão.

 

Se medidas desse tipo avançarem, o impacto pode vir em duas frentes: custos maiores para os lojistas e crédito mais restrito ao consumidor. Para um setor altamente dependente de financiamento, qualquer aperto tende a atingir diretamente as vendas e o ritmo de recuperação em 2026.

 

Clique no player acima para assistir ao 10 Minutos com Ari Bruno Lorandi na íntegra.

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