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Ortobom contrata BTG para buscar compradores, informa jornal

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A fabricante e varejista de colchões Ortobom, a maior empresa do setor no país, busca um comprador para o negócio, segundo três fontes ouvidas pelo Valor, e já houve sondagens a potenciais interessados cerca de dois meses atrás.

 

A companhia contratou o BTG Pactual para assessorá-la nesse processo, e fabricantes de móveis já foram procurados para verificar interesse, disseram fontes em condição de anonimato. No entanto, os contatos evoluem ainda lentamente e não há, disse um interlocutor, um comprador óbvio. Trata-se de um mercado com poucos negócios de peso, que poderiam buscar ganho maior de escala com essa negociação, e com empresas que enfrentaram uma fase difícil com a queda nas vendas de bens duráveis, após aumento da taxa de juros, que afetou a demanda por produtos dependentes de crédito.

 

Segundo lojistas, a operação de colchões é um negócio complexo no país. “A marca deles é boa, mas a fábrica de colchões é um negócio difícil, porque demanda capital nos estoques para ter matéria-prima, e ainda tem que lidar com ciclos longos de pagamento dos varejistas”, diz uma pessoa a par desse mercado.

 

Uma das fontes disse, ainda, que outro dificultador é a falta de balanços auditados da Ortobom. "Apesar de grande, falta organização fiscal e números consolidados", afirmou.

 

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Fundada em 1969, a empresa é administrada hoje apenas por Júlio Dias Sobrinho e seus filhos, após mudanças na linha de frente de anos para cá. Ernesto Dias Filho, irmão de Júlio morreu em 2019, e o outro irmão, Francisco José Dias está mais afastado do negócio por questões pessoais, diz fonte a par da operação.

 

Com sede no Rio de Janeiro, a empresa se autointitula como a maior produtora de colchões da América Latina. É a quarta maior rede de franquias do país, atrás apenas de Cacau Show, O Boticário e McDonald’s, somando 2.380 unidades no país, praticamente o mesmo número em relação ao ano anterior. No mesmo período, o volume de franquias no país subiu 6,2%.

 

Nos últimos dois anos, a Ortobom passou a vender roupas de cama para classe de maior renda dentro das lojas e anunciou o lançamento de um marketplace com produtos de outras empresas, o “Ortobom Shop”, para itens para o lar, eletrodomésticos e eletrônicos. O marketplace, lançado em 2021, não está em operação, segundo o portal da empresa na internet.

 

Procurada, a empresa informa que, comprometida com a transparência e a comunicação, desconhece o assunto da venda.

 

Fonte: https://valor.globo.com

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