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Sono sob pressão: apps ajudam, mas ansiedade pode piorar

Revisado Natalia Concentino - 14 de Março 2026
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Imagem: Freepik

O Dia Mundial do Sono, celebrado anualmente na última sexta-feira antes do equinócio de março, chama atenção para a importância do descanso na saúde física e mental. Em 2026, o tema da campanha é “Durma Bem, Viva Melhor”, reforçando como o sono de qualidade contribui para o bom funcionamento do cérebro, do sistema imunológico, do humor e até da saúde cardiovascular.

 

Nos últimos anos, a crescente conscientização sobre a importância do sono levou muitas pessoas a buscar formas de monitorar e melhorar seus hábitos noturnos. Aplicativos de smartphone, relógios inteligentes e outros dispositivos digitais passaram a integrar a rotina de quem tenta entender melhor a própria qualidade de descanso.

 

Levantamento apresentado pela Statista, com base em pesquisa da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), mostra que quase metade dos americanos já monitora o sono regularmente, geralmente por meio de aplicativos ou smartwatches. 

 

Para muitos usuários, os dados coletados ajudam a promover mudanças positivas. Mais da metade das pessoas que acompanham seu sono afirma ter alterado hábitos de descanso com base nas informações fornecidas pelos dispositivos.

 

No entanto, especialistas alertam que o excesso de atenção às métricas também pode gerar um efeito contrário. A preocupação excessiva em alcançar pontuações de sono consideradas ideais pode levar a um comportamento conhecido como ortossonia, ou ansiedade relacionada ao sono.

 

Nesse caso, a busca por noites “perfeitas” acaba gerando estresse e pressão psicológica — dois fatores que, paradoxalmente, prejudicam o próprio descanso.

 

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“Os aplicativos de monitoramento podem ser ferramentas valiosas para aumentar a conscientização sobre a saúde do sono e incentivar mudanças positivas nos hábitos”, explica Shalini Paruthi, porta-voz da Academia Americana de Medicina do Sono.

 

Segundo a especialista, o acompanhamento deve servir como orientação e não como fonte de preocupação.

 

“É importante que o monitoramento ajude a melhorar o sono, e não a gerar mais estresse. Se alguém começa a ficar acordado preocupado com a duração ou a qualidade do sono, pode ser o momento de procurar orientação profissional”, afirma.

 

 

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