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Varejistas planejam abrir milhares de lojas nessa retomada

A varejista Magazine Luiza, numa estratégia de marcar presença em um mercado até então não explorado, anunciou a abertura de 50 lojas no Rio de Janeiro ainda este ano. Além disto, recentemente, o presidente do Magalu, Frederico Trajano, revelou a intenção de aumentar o número de lojas de cerca de 1.300 para 1.683 em até três anos.

Com a aceleração da vacinação contra a covid-19 no Brasil e a expectativa de aumento de fluxo nas ruas, a Magalu não está sozinha na corrida das varejistas com planos de expansão – mesmo que nem sempre tão ambiciosos. Nos mais diferentes segmentos, o crescimento das vendas digitais não intimida a presença física. No primeiro trimestre de 2021 as vendas totais do Magazine Luiza cresceram 63%, atingindo 12,5 bilhões de reais, sendo que 70% delas vieram do e-commerce. Ainda assim, não basta investir só no digital.

Isto porque as compras online representam cerca de 10% do total no Brasil. Apesar de ter crescido alguns pontos percentuais na pandemia, a grande parte dos consumidores vai às lojas para fazer a transação final, ver o produto de perto e mais.

Para Eduardo Yamashita, COO da Gouvêa Ecosystem, consultoria especializada em consumo e varejo, é importante lembrar que as empresas, especialmente na pandemia, passaram a ver seu conjunto de lojas como parte do serviço que oferecem ao se tornarem ponto de contato, relacionamento e hub logístico.

"Há um consenso no mercado sobre integrar todos os canais para poder não só oferecer o melhor produto, mas também serviço exclusivo, eficiência e competitividade. Além disso, toda vez que abre uma loja física, o e-commerce registra crescimento naquela região porque as pessoas passam a lembrar mais da marca", diz.

Pensando em serviço, a Americanas anunciou neste mês a entrega em 30 minutos em algumas regiões, com intenção de expandir a novidade para até 100 cidades. Deste modo, as 150 novas lojas anunciadas para este ano se tornam ainda mais estratégicas.

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Muitas regiões podem ser mais exploradas pelas varejistas no Brasil. Assim, a Via anuncia para 2021 cerca de 120 novas lojas. Destas, 90 são abertas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. “O país tem demanda e espaço físico para o crescimento das varejistas. O Boticário, com 4.000 lojas, é exemplo de como é possível expandir e não saturar o mercado”, diz Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions.

Quem acredita neste potencial é a Cacau Show, que planeja 400 novas lojas até o fim do ano, chegando 2,9 mil unidades no total, e sendo a maior parte delas franqueadas. "O grande ponto chave é que, com os diversos canais de venda, conseguimos disponibilizar diferentes formas do franqueado chegar ao consumidor final", diz Daniel Roque, diretor de canais e expansão da Cacau Show.

O movimento de expansão significa, então, não apenas uma retomada da economia, mas o entendimento das varejistas da importante união entre canais físicos e digitais. "As novas aberturas podem ajudar também na penetração do digital e na retomada do consumo, especialmente daqueles que mais sofrem na pandemia, diz Yamashita.

Entre outras aberturas previstas para este ano está a Arezzo, com 80 novas lojas, Panvel com 65 lojas, Pernambucanas com 42 unidades, Casa & Video com 70 lojas na região Sudeste, Tok&Stok com 10 lojas, Havan com 10 megalojas, além de estratégias para médio e longo prazo ao exemplo do Bob's que anunciou 200 lojas até o fim de 2022 e Assaí, que em fevereiro, projeto 123 novas unidades em cinco anos.

(Com informações Exame)

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