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Varejo diz que bancos aumentaram juros após coronavírus

Associações que representam grandes varejistas, shopping centers e lojistas encaminharam segunda-feira (30) cartas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, em que criticam diretamente os bancos por causa de um “aumento expressivo das taxas” de juros, superiores a 70% em certos casos, após o início da crise provocada pela pandemia de coronavírus. É a primeira vez que um setor se manifesta ao governo sobre o tema, num momento em que o comércio já projeta, para este ano, desempenho abaixo do verificado na recessão.

Também na segunda-feira (30), a Abrasce, associação de shopping centers, com 400 associados, disse que revisará a estimativa de expansão do setor, de 7% em 2020, para a metade, segundo estimativas iniciais. O número ainda será confirmado, mas se atingir esse índice, é o pior já verificado em décadas. Até então, em 20 anos de levantamento, o desempenho mais fraco ocorreu em 2016, quando as vendas cresceram 4,3%.

A Abrasce é uma das entidades que assina as duas cartas endereçadas a Guedes e Campos, ao lado do IDV, principal instituto do varejo, com 70 associados, da CNDL, dos dirigentes lojistas, da CACB, confederação das associações comerciais, e da ABF, maior entidade do setor de franquias.

As cartas mencionam novas medidas de urgência de apoio aos setores e informam que tem ocorrido “aumento expressivo das taxas, com médias superiores a 50% e, em alguns casos, acima de 70% em operações habituais do varejo, como capital de giro, conta garantida, antecipação de recebíveis, risco sacado, empréstimos 4131 [em moeda estrangeira], entre outras operações ”, diz o texto enviado ao BC. Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que não vai se posicionar sobre esse assunto.

(Com informações do Valor Econômico)

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