Gaúchos levam o bioma Pampa à 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira

Projeto “Querência Amada” será apresentado em uma área de 100 metros quadrados no Parque Ibirapuera

Gaúchos levam o bioma Pampa à 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira

Os escritórios Matte Arquitetura e Studio Carbono, de Bento Gonçalves (RS), representarão o bioma Pampa na primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira, que ocorre de 25 de março a 30 de abril, em São Paulo (SP). Eles assinam o espaço de 100 metros quadrados selecionado para integrar o Pavilhão Brasil ao lado de ambientes que simbolizam Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal. O projeto conta com patrocínio da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), que incentivam a visibilidade dos talentos gaúchos e reforçam a integração entre setor moveleiro e arquitetura.

 

Batizado de “Querência Amada”, o espaço propõe uma imersão sensorial e afetiva na cultura do Rio Grande do Sul. A expressão, típica do vocabulário local, traduz o sentimento de pertencimento e a ideia de lar das famílias gaúchas. “É também uma homenagem aos 50 anos da música ‘Querência Amada’, de Teixeirinha, um dos maiores artistas da cultura gaúcha. A canção traz o pertencimento como tema central e emociona gerações”, explica Lucas Matte, da Matte Arquitetura. “Desenvolvemos o projeto acreditando na força do que ele carrega: a possibilidade de revelar o modo de morar e de viver, os costumes e a tradição gaúcha”, afirma Marina Ferrari, do Studio Carbono.

 

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O projeto parte da cozinha como núcleo central para construir a narrativa do ambiente – lugar de encontro, partilha e convivência. A proposta busca representar a casa não apenas como espaço físico, mas como extensão das vivências e das relações. Com referências nas paisagens do estado e na cultura dos pampas, reinterpreta elementos tradicionais sob uma abordagem contemporânea. A materialidade aposta em tons terrosos, texturas naturais e superfícies orgânicas, combinando madeira, tecidos e elementos brutos com acabamento refinado. O resultado é uma atmosfera que equilibra rusticidade e sofisticação, valorizando rituais cotidianos e o convívio familiar. “O nosso objetivo é mostrar para o Brasil a nossa forma de viver. Cada hora dedicada foi um gesto de cuidado que se converteu em um resultado do qual nos orgulhamos”, destaca Verônica Falcade, da Matte Arquitetura.

 

 

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