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Cozinha volta a ser o coração das casas brasileiras

Você já parou para assistir a algum episódio de Irmãos à Obra (Property Brothers)? O programa se tornou um dos grandes sucessos do canal por assinatura Discovery Home&Health no Brasil, assim como para aqueles que adoram “maratonar” séries, pois está disponível também na Netflix. Bom, se você já viu alguma das casas reformadas pelos irmãos Scott, deve ter notado que a cozinha é, geralmente, a grande estrela, além de estar quase sempre integrada às salas de estar e jantar. Mas, por que estamos falando disso? Porque aqui no Brasil a transformação da cozinha em um grande espaço de convívio e a integração com outros ambientes também já é uma realidade. E as moveleiras, já estão por dentro dessa tendência e sabem o que o consumidor deseja e pode comprar para a sua casa?

Milena Carmen Baldissera é diretora da Imobal, fabricante de cozinhas planejadas, e fala sobre a relação dos clientes com o ambiente. “Eu vejo que tudo e todos começam pela cozinha em suas casas, cada vez mais ela se torna um espaço de convívio, como eram as antigas cozinhas de fogão à lenha. Passou a ser um cômodo aberto, com bancadas e ilhas que fazem o papel de integrar espaços e convidar as pessoas a confraternizar. Em showroons é perceptível que se trata de um dos espaços que mais ‘enche os olhos’ dos consumidores”, comenta.

A arquiteta e designer de mobiliário do Grupo Rimo, Adriza Rigoni, segue por um caminho semelhante ao falar da cozinha. “Com o passar do tempo, as cozinhas têm deixado de lado o rótulo exclusivo de área de serviço, e assumindo cada vez mais a sua vocação como área social da casa, local onde se recebe e celebra bons momentos da vida”, analisa.

Adriza fala sobre as barreiras físicas que foram deixadas de lado e o “conceito aberto” (tão badalado pelos Irmãos à Obra). “Caíram as paredes entre as cozinhas, as salas de jantar e estar, por vezes até mesmo a das varandas. Neste contexto, o mobiliário da cozinha precisa mais do que nunca dialogar com estilos e funções dos diferentes ambientes ao qual se integrará, e da mesma forma os seus eletrodomésticos, que ficarão tão expostos quanto os objetos decorativos. É o cômodo mais demandado da casa, extremamente funcional, mas com grande apelo estético”, explica.

Por falar em eletrodomésticos, este é outro desafio das fabricantes de móveis de cozinhas. No Brasil, os eletros para cozinha não possuem uma padronização de tamanho, o que gera mais dificuldade na hora de criar nichos específicos para eles, principalmente os fornos elétricos ou a gás de embutir.

“Podemos dizer que os fabricantes de eletrodomésticos ditam as regras. É claro que eles sempre buscam a inovação no seu ramo, assim, eu vejo que a indústria de móveis planejados tem de se adequar às novas medidas que o setor de eletro lança no mercado. Isso provoca mudanças que causam impacto, muitas vezes, na linha de produção moveleira, mas que tem de ser absorvidas. Esta é a realidade que enfrentamos no momento”, reflete Milena.

A arquiteta e designer da Rimo acrescenta que alguns fabricantes estão mais atentos, “existe dificuldade por conta da falta de padronização nacional, mas os principais fabricantes da chamada linha branca estão adotando um padrão em relação aos nichos dos eletros, sobretudo quanto a necessidade dos espaços de ventilação”.

Adriza acrescenta, “na Europa, os principais lançamentos dos eletros de cozinha acontecem junto com as principais feiras do segmento moveleiro. Eles sabem que a boa instalação de fornos e depuradores de embutir, cooktops e máquinas de lavar louças depende de boas soluções do mobiliário que os recebe e, por isso, fazem inúmeras parcerias com as indústrias moveleiras”.

Leia a reportagem do nosso Especial de Cozinhas na íntegra acessando aqui a versão digital da Móveis de Valor de setembro.

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