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Nível de estoque de móveis nas indústrias é o menor da história

Não foi apenas o impacto emocional da pandemia causada pelo vírus chinês. O estrago às indústrias de móveis ficou bem evidente no uso da capacidade instalada efetiva em maio, com apenas 8,6%. Para se ter ideia, em maio de 2018, em plena greve dos caminhoneiros o nível foi de 33,6%. Em junho o nível de estoque (33,7 pontos) chegou ao mínimo da história da pesquisa, iniciada em janeiro de 2011. Jamais o estoque havia ficado abaixo dos 40 pontos, considerando que o equilíbrio é considerado aos 50 pontos.

Mas existem outros indicadores na pesquisa da Confederação Nacional da Indústrias (CNI) que confirmam que a pandemia causou impressionantes números nas indústrias moveleiras. O nível de produção de abril caiu a absurdo nível de 9,7 pontos. Os dois menores até então foram registrados em julho de 2014, com 33% e em janeiro de 2016, com 30,3%.

Dos 15 indicadores levantados pela CNI, em todos os números a partir de abril são os piores da história. Isso, em parte, justifica as dificuldades que a indústria tem agora para atender a demanda do varejo. Era difícil acreditar que em menos de dois meses depois dos piores resultados, com lojas físicas fechadas, a demanda por móveis chegasse aos níveis que chegaram. Hoje, não é raro indústrias com prazos de até 60 dias para entregar pedidos. É surpreendente a velocidade da retomada do mercado. Mas, agora, nem todos duvidam de que 2020 ainda pode oferecer resultados muito próximos da expectativa que havia nos primeiros dois meses do ano.

 

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