Produção de móveis: modelo atual exige novas estratégias
A indústria moveleira brasileira terminou o ciclo de dez anos encerrado em 2025 no epicentro de uma crise produtiva que testou os limites de sua sobrevivência. O percurso é comparável a uma estrada esburacada, que alternou breves momentos de alento com quedas que deixaram marcas profundas na sua estrutura. O diagnóstico? Uma instabilidade crônica que transcende as oscilações sazonais vistas em qualquer economia.
Entre 2016 e 2025, o setor enfrentou uma retração de 10,1% em 2016 e um tombo dramático de 16,2% em 2022. Não são apenas números em uma planilha, mas sintomas de um organismo industrial operando sob asfixia. Mesmo com respiros pontuais em 2017 e 2024, quando o crédito e a renda deram fôlego momentâneo ao consumo, a média anual do período fixou-se em -2,23%, evidenciando um saldo amargo.




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