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Produção de móveis recua em setembro mas acumula alta no ano

Uma análise do índice de produção mensal de móveis, com ajuste sazonal, mostra efeitos negativos que não aparecem no acumulado do ano por conta das fortes quedas verificadas em 2020 que acabam por mascarar o fraco desempenho de 2021.

O melhor mês deste ano foi exatamente janeiro, quando registrou alta de 2,5% sobre dezembro que havia registrado 1,0% em relação a dezembro. Já em fevereiro houve recuo de 0,7% e novas quedas (9,5% e 8,7%) em março e abril. Assim, a alta de 6,3% verificada em maio não conseguiu repor a perda do mês anterior. Em junho nova queda de 6,0% e o segundo semestre até setembro foram todos de queda na comparação com o mês imediatamente anterior, 7% em julho, 1,9% em agosto e 3,7% em setembro.

O fraco desempenho deste ano também fica evidente quando se analisa a variação mensal com base em igual mês de 2020. As quedas começaram em junho com 0,5% e aumentaram para 14,6% em julho, 14,2% em agosto e 21,0% em setembro. É importante lembrar que o segundo semestre do ano passado foi de aceleração de crescimento, considerando as fortes quedas verificadas entre março e maio, período de maior impacto da pandemia, com fábricas fechadas.

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Variações nos estados

O IBGE pesquisa a produção de móveis nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, sem ajuste sazonal. E nesta base de análise, o Rio Grande do Sul apresenta um desempenho melhor que o Paraná, recuperando as perdas de 2020. O Paraná fechou o ano passado com alta de 6,3% em relação a 2019 enquanto o Rio Grande do Sul encerrou o ano com queda 10,0%.

Agora, no acumulado de janeiro a setembro a alta no Paraná é de 8,8% e no Rio Grande do Sul chega a 20,6%. E a variação de 12 meses até setembro mostra alta de 11,1% no Paraná e 13,9% para os gaúchos.

Veja abaixo quadro completo das variações mensal, acumulada no ano e em 12 meses desde setembro de 2020, com dados do IBGE:

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