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Recessão econômica faz setor moveleiro economizar energia

Economizar é uma das palavras que mais ouvimos em épocas de recessão econômica. Na crise, os cortes é a palavra de ordem quando uma empresa precisa diminuir seu custo. Entretanto, outras ações podem ajudar o empresário a gastar menos naquilo que é impossível descartar. Energia elétrica é uma delas e, neste caso, uma das alternativas é repensar a energia consumida no parque fabril.

Uma fábrica que aderiu recentemente a economia através da iluminação foi a Bartira. A fabricante de móveis, que faz parte do grupo da Via Varejo, conseguiu reduzir seu gasto com energia ao trocar as lâmpadas de seu parque fabril, que possui mais de 100 mil m². As novas luminárias proporcionaram economia de 3,5 GWh/ano, uma redução de 47% em relação ao consumo anterior. Uma das explicações para essa significativa diminuição está na automação. A iniciativa contribuiu para que R$ 1,3 milhão estivessem disponíveis para outros investimentos.

A cearense Tuboarte Móveis decidiu reduzir custos por meio da geração da própria energia. A empresa com mais de 20 anos de mercado, aderiu a energia renovável e instalou placas fotovoltaicas em todo o coberto seu parque fabril. De acordo com o diretor-presidente da empresa, José Edson Nogueira de França, o investimento, nos 26 mil m² da indústria, foi alto, mas valeu a pena. Há exatamente um ano, toda a produção da Tuboarte é realizada a partir da energia solar captada por painéis instalados na cobertura da fábrica.

“O retorno é esperado no longo prazo – estimamos cerca de 5 anos – mas utilizando esta tecnologia, além de favorecer o meio ambiente, não corremos o risco de sofrer com a falta de energia elétrica quando ocorrem apagões na região”, revela.

 

A revolução da energia

Segundo a consultoria Greener – especializada em pesquisa do setor fotovoltaico –atualmente o Brasil possui mais de 90 mil sistemas conectados à rede, distribuídos em praticamente 70% dos municípios brasileiros. O crescimento foi de 1.332% de 2016 até hoje. O estado de Minas Gerais é o líder em número de conexões, com 19% do total.  O segundo e terceiro lugares ficam para o Rio Grande do Sul e São Paulo, com 16% e 12,5%, respectivamente.

De acordo com o gerente de vendas da GNW Engenharia – empresa que presta serviços na área de energia fotovoltaica e aquecimento de água – Daniel Campelo, esse nicho de energia renovável vêm apresentando constante ampliação. “Diversos fatores contribuíram para este crescimento, e podemos destacar dois: o investimento para a instalação de um sistema comercial médio caiu 48% comparando os valores médios de jun/2019 com jun/2016, e o preço da tarifa de energia elétrica continua a crescer a taxas acima da inflação”, relata, acrescentado que o tempo de retorno do investimento (payback) hoje está em torno de 4 a 5 anos, número que pode ser reduzido cada vez mais rápido.

Para que o empresário possa descobrir se instalações de placas fotovoltaicas compensam ou não em sua empresa, Daniel dá um exemplo. “Para se ter uma ideia de investimento, uma fábrica cujo gasto médio mensal com energia gira em torno de R$ 60 mil/mês, o investimento em um sistema ficará próximo a R$ 3,3 milhões. Quanto maior for o gasto, menor será o aumento do investimento, proporcionalmente”, conta. E quanto a redução do custo mensal, Daniel revela – “O sistema de energia solar fotovoltaica pode reduzir a conta mensal com energia elétrica em até 95%”.

O gerente de vendas da GNW Engenharia explica que quanto maior a quantidade de energia utilizada pela empresa, maior a área de captação necessária. Isto pode ser quantificado através de um estudo prévio da eficiência energética que a empresa possui, o que pode atingir percentuais de redução ainda maiores.

 

Outras soluções para economizar

A simples troca de lâmpadas incandescentes ou eletrônicas por LED, por exemplo, tende a trazer uma boa economia. Mas Daniel Campelo avalia que é preciso analisar os equipamentos, como a perda de eficiência de motores antigos, que com o passar do tempo gastam mais energia. “De toda forma, a energia solar fotovoltaica é uma das principais maneiras de reduzir custos, sem contar que o sistema é projetado para uma vida útil superior a 25 anos”, pontua.

Além do fator econômico, os consumidores de energia renovável podem ainda ter a seu favor os benefícios ambientais. Isso acontece, principalmente, pela redução de gases do efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono – CO2. Utilizando o mesmo exemplo acima, de uma indústria cujo consumo de energia está próximo aos R$ 60 mil/mês, o sistema fotovoltaico proporciona a redução de “mais de 84 toneladas de CO2 na atmosfera anualmente”, complementa Daniel.

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