Seminário orienta marceneiros sobre reforma tributária
Evento em Itabuna (BA) abordou impactos fiscais, relação com o consumidor e uso de tecnologia no setor
Profissionais do setor moveleiro participaram, em Itabuna (BA), de um seminário voltado à reforma tributária, direito do consumidor e uso de tecnologia, com foco nos impactos diretos para a atividade de marcenaria. O encontro reuniu marceneiros, empresários e representantes de entidades para discutir mudanças que devem alterar a rotina e a gestão dos negócios.
A reforma tributária foi o principal ponto de atenção. Especialistas alertaram que o avanço no cruzamento de dados fiscais deve ampliar significativamente a fiscalização, incluindo não apenas pessoas jurídicas, mas também movimentações vinculadas ao CPF. Na prática, isso aumenta a pressão sobre profissionais que ainda atuam na informalidade ou com baixo nível de controle financeiro.

Ao mesmo tempo, o seminário destacou oportunidades. Entre elas, benefícios fiscais para aquisição de madeira, além de orientações sobre regularização, emissão de notas e organização da atividade dentro das novas regras. A mensagem foi clara: adaptar-se ao novo modelo não é apenas uma exigência legal, mas também uma forma de fortalecer o negócio.
No campo jurídico, a relação com o consumidor também ganhou destaque. A recomendação é de maior formalização dos contratos e registro das informações, reduzindo riscos de conflito e garantindo mais segurança para ambas as partes. Especialistas lembraram que o Código de Defesa do Consumidor pode ser utilizado também como instrumento de proteção ao próprio profissional, desde que aplicado corretamente.
Além disso, o evento trouxe discussões sobre o uso de tecnologia, incluindo inteligência artificial aplicada a projetos, indicando um movimento de modernização também na marcenaria.
Para representantes do setor, o seminário reforça um ponto central: diante das mudanças, preparo e informação passam a ser determinantes para a sobrevivência e o crescimento das empresas. A avaliação é de que quem não acompanhar a nova dinâmica tributária e de mercado tende a perder competitividade nos próximos anos.




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