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Tubos de pasta de dente podem virar móveis

Empresas paulistas investem na produção a partir de materiais que seriam descartados


Aquele tubo de pasta de dente, que todo mês é apertado ao máximo para que nenhum grama de conteúdo seja desperdiçado, pode render muito mais. A embalagem, que no aterro sanitário demora até 450 anos para se decompor, pode servir de matéria-prima para armários, mesas, bancos, lixeiras, armação para óculos, telhas e diversos outros produtos. Além de contribuir com o meio ambiente, o material apresenta vantagens como mais flexibilidade e resistência ao fogo, não absorção de água e funcionamento como isolante térmico.

 

No estado de São Paulo, ao menos três empresas trabalham com a reciclagem: Ecofour, em Santo André, Ecotop, em Barueri,  produtora de placas e telhas a partir de materiais reciclados, e a Metagreen, em Santa Bárbara d’Oeste, desenvolvedora de produtos ecológicos para armazenamento de resíduos.

 

 

 

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A Ecofour tem se destacado na confecção de armários para grandes redes de restaurantes. De acordo com proprietário da empresa, Adriano David, essa produção iniciou após uma pesquisa por materiais que durassem mais, fossem mais higiênicos e ainda auxiliassem o meio ambiente.

 

A reciclagem é realizada triturando os tubos e em seguida derretendo o material até a formação das placas. A vantagem em relação ao plástico puro é a presença de alumínio, que dá mais flexibilidade ao material final e permite o uso de parafusos, por exemplo. Por conta dos rótulos, o produto final ganha cores granuladas.

 

Os tubos de pasta de dente que são descartados pelas pessoas ainda representam uma pequena parcela da produção. A maior parte do material vem de embalagens com defeitos que seriam incineradas nos grandes produtores. “As pessoas não sabem que é possível essa reciclagem. O potencial para crescimento ainda é muito grande se houver conscientização”, afirma o proprietário da Ecofour, Adriano David.




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