Consórcio de móveis planejados se consolida como alternativa
O mercado de consórcios encerrou 2025 em trajetória de crescimento, mas é em 2026 que o produto passa a assumir um papel mais estratégico. Tradicionalmente associado à compra de veículos e imóveis, o consórcio amplia seu campo de atuação e avança sobre o interior das residências, consolidando-se como uma solução para o planejamento de móveis planejados.
O movimento dialoga diretamente com as transformações do mercado imobiliário, marcado por imóveis menores, projetos mais personalizados e consumidores cada vez mais atentos ao custo total de morar. Nesse contexto, o consórcio de móveis planejados surge como uma ferramenta de organização financeira de longo prazo, substituindo o crédito emergencial por planejamento.
Segundo Eduardo Ferrari, corretor de seguros parceiro da Lojacorr Consórcios, integrar a compra do imóvel ao planejamento do mobiliário amplia o valor da experiência do consumidor e abre novas oportunidades de atuação para o corretor. “O consórcio deixa de ser apenas uma forma de compra e passa a ser um instrumento de organização da vida financeira”, resume.
Do bem ao projeto completo
Historicamente, o consórcio esteve ligado a bens de alto valor, devido ao seu caráter de médio e longo prazo. No entanto, o amadurecimento do setor e ajustes regulatórios permitiram a expansão para novos nichos. “Hoje, o consórcio também pode ser usado para serviços e projetos, como os móveis planejados”, explica Ferrari.
Em um mercado dominado por unidades compactas e soluções sob medida, o principal diferencial está no poder de negociação. “O consórcio elimina os juros e permite a compra à vista no momento da execução do projeto. Isso gera redução real de custos na marcenaria e mais controle sobre o orçamento”, afirma.
Planejamento em vez de dívida
O gargalo costuma aparecer após a escritura. Muitos compradores têm o imóvel, mas travam na hora de mobiliar, pressionados por crediários caros e financiamentos bancários. Para Ferrari, o corretor precisa atuar como um leitor de momentos de vida. “Saber se o imóvel foi comprado pronto ou na planta muda completamente a abordagem. O consórcio de planejados não é mais uma dívida, é organização”.
Ao antecipar a necessidade, o cliente substitui juros elevados por parcelas compatíveis com o orçamento. “Quando chega a entrega das chaves, ele já tem poder de compra à vista. Isso muda completamente o custo final do projeto”, destaca.
Cartas híbridas e visão de longo prazo
Uma das grandes oportunidades para 2026 está na estruturação de cartas de crédito complementares, que considerem não apenas a compra do imóvel, mas o custo real de torná-lo habitável. “O corretor passa a atuar como planejador. Ele ajuda o cliente a enxergar o valor total necessário para morar”, diz Ferrari.
Quando esse cálculo é bem feito, o resultado é uma jornada mais simples: menos contratos, menos decisões por impulso e mais confiança no relacionamento. “O cliente recebe as chaves com a casa funcional e sem sustos financeiros”.
Identificando o momento certo
Nem sempre o cliente pede consórcio, mas frequentemente sinaliza a necessidade. Preocupação com orçamento, aversão a juros e ajustes no padrão de consumo — como trocar um carro mais caro por outro mais simples — são gatilhos claros. Mudança de endereço, renovação de seguros e reorganização da carteira financeira também ajudam a identificar o timing.
Quanto ao perfil com maior taxa de conversão, Ferrari aponta recém-casados, compradores do primeiro imóvel e investidores. No caso do investidor, o consórcio permite preparar o imóvel para locação — fixa ou por temporada — sem comprometer o fluxo de caixa.
Ressignificando a espera
A espera ainda é vista como objeção, mas, para Ferrari, trata-se de uma leitura equivocada. Em imóveis na planta, o prazo de construção joga a favor do consórcio. “Enquanto a obra avança, o cliente se planeja, paga parcelas menores e sem juros. O que parecia demora vira estratégia”.
No momento da entrega, com o crédito contemplado ou próximo disso, o comprador evita decisões precipitadas e taxas abusivas. “O corretor do futuro transforma tempo em economia real. Esse é o novo valor do consórcio”, conclui.
Redação de IA com informações www.segs.com.br




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