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Empresa gaúcha de móveis é acusada de golpe por clientes

Depois do registro de vários boletins de ocorrência, a delegacia de Igrejinha (RS) começou a investigar um suposto golpe que estaria sendo aplicado pela empresa de móveis Shabby Chic. As vítimas alegam que fizeram o pedidos de móveis e parte do pagamento, mas nunca receberam a mercadoria. Elas ainda dizem que o contato com a indústria é complicado e que suas mensagens não são ou demoram a ser respondidas.

De acordo com informações da Gaúcha ZH, são pelo menos oito boletins de ocorrência registrados contra a empresa por pessoas de vários municípios do estado, como Porto Alegre, São Vendelino e Santa Maria. E a Polícia Civil acredita que esse número deve aumentar, pois registros feitos em outros municípios podem estar represados.

Ainda segundo as informações apuradas pela Gaúcha ZH com supostas vítimas e Polícia Civil, o golpe ocorreria em três momentos: “Clientes escolhem determinado móvel no site ou nas redes sociais da empresa e efetuam parte do pagamento para confecção ou entrega do objeto. Após o repasse do dinheiro, as vítimas entram em uma espiral, marcada pela falta de respostas ou sucessivas mudanças de prazos para entrega”.

O delegado titular de Igrejinha, Ivanir Caliari, afirmou que o caso está em fase inicial de apuração e que será marcada uma reunião com parte das vítimas. Ele também declarou à reportagem da Gaúcha ZH que existe um grupo no WhatsApp com cerca de 30 pessoas que dizem ter sido enganadas e que elas chegaram até a mostrar mensagens enviadas à empresa e não respondidas.

Segundo apurou a reportagem, a Polícia Civil teria ouvido também o suposto proprietário da Shabby Chic nesta quinta-feira (07), mas ele alegou ser apenas funcionário da Shabby Chic e que faz pouco tempo que a empresa trabalha com a confecção de móveis planejados e o aumento rápido de pedidos fez com que não conseguisse atender a demanda. O nome dele não foi divulgado.

Apesar de reclamarem da falta de atendimento para aqueles que já são clientes e estão aguardando os seus pedidos, as vítimas afirmam que quando novos clientes entram em contato, por meio do mesmo número disponibilizado no site da Shabby Chic, são atendidos imediatamente.

Segundo o delegado, em declaração concedida ao veículo de imprensa gaúcho, isso prova que não se trata de um caso apenas de inadimplência: “Um dos supostos donos já teve empresa em 2018 chamada Império da Madeira que, segundo consta, teve a mesma conduta. O inquérito foi instaurado para que seja possível buscar a responsabilização penal dos envolvidos”.

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Anúncio de novos investimentos

No mês de novembro de 2020, a Móveis de Valor repercutiu uma matéria que havia sido publicada pela Gazeta do Sul (que pode ser lida na íntegra clicando aqui) sobre os novos investimentos que estavam sendo feitos pela Shabby Chic. De acordo com o que foi apurado à época, a empresa pretendia instalar uma planta fabril em um prédio de 900 metros quadrados na localidade de Monte Castelo, no interior de Pantano Grande (RS). Em paralelo, também estava prevista a construção de uma estrutura com os anexos adequados, totalizando 2,2 mil metros quadrados.

Segundo o anúncio feito pela fabricante de móveis em novembro passado e reportado pela Gazeta do Sul, o investimento na primeira etapa seria de R$ 420 mil, e na fase de construção ainda estaria prevista a aplicação de R$ 260 mil.

Outro ponto que vale a pena ser destacado é que a matéria repercutida em nosso portal recebeu comentários de diferentes pessoas falando sobre o suposto atraso na entrega.

Assim como a Gaúcha ZH, tentamos entrar em contato com a Shabby Chic, mas não obtivemos retorno até a publicação desta reportagem.

ATUALIZAÇÃO - 16:09

A Shabby Chic entrou em contato com a nossa reportagem, via e-mail, com uma nota de esclarecimento. Abaixo a íntegra do que foi dito pela empresa:

"A empresa vem a público esclarecer que em dezembro de 2020 implantamos uma central de atendimento, via Whatsapp, para múltiplos atendimentos. Essa central precisou de um número exclusivo, informação que foi adicionada a página  do Facebook, Instagram, site e outras mídias sociais, o que gerou falha na comunicação com os clientes. Os atendimentos são realizados por atendentes exclusivos para centralizar o interesse de cada cliente em um único atendente, e não por ordem de  mensagem recebida. Diariamente recebemos  mais de 600 mensagens via whatsapp, o que gera uma grande demanda. 

Ressaltamos que os atrasos na entrega dos móveis são pontuais em determinados produtos, mais especificamente, em cozinhas sob medida, nas quais se utiliza madeira  Pinus Densa, com teor de umidade baixo. E, desde outubro estamos com escassez dessa matéria-prima em específico. Associado a isso, contamos com escassez de mão de obra qualificada, além  de que o setor moveleiro esta sofrendo com a falta de matéria-prima - conforme já  noticiado pelos veículos de imprensa, impossibilitando e atrasando diversos pedidos, com agravante das medidas sanitárias adotadas pelo governo do estado por conta da pandemia por Covid 19. 

Essa informação foi adicionada à pagina principal de compra no site, informando que poderiam ocorrer estes atrasos.  Porém, novamente, ressaltamos que é um problema pontual, que se estenderá até fevereiro, visto que estamos trabalhando diariamente na resolução destes problemas, com produção em capacidade máxima em nossa fábrica. Em outubro de 2020 entregamos 169 pedidos, em novembro 121 pedidos, e em dezembro 104 pedidos, e no momento contamos com aproximadamente 17 pedidos em atraso, o que representa menos de 10%, do total de vendas do período. Ressaltamos que estamos esclarecendo junto às autoridades o ocorrido e ficamos a disposição para mais esclarecimentos, reafirmando que todos os pedidos serão entregues".

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