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Empresários do varejo cobram de Guedes acesso rápido ao crédito

Na noite de sexta-feira (12), o ministro da Economia Paulo Guedes ouviu diversas demandas do setor de comércio e serviços. A principal delas é a dificuldade de acesso à linhas de crédito para superar o período agudo da crise econômica provocada pelo coronavírus. A reunião de Guedes com representantes do setor de serviços e varejo contou com 50 organizações.

O ministro falou que o governo ajustou naquela semana uma linha de empréstimos que conta com R$ 15,9 bilhões do Fundo Garantidor de Operações, gerenciado pelo Banco do Brasil, para micro e pequenas empresas.

Esse dinheiro servirá como garantia para até 100% das operações, desde que todos os empréstimos feitos pela instituição não tenham uma taxa de inadimplência maior que 85%. A taxa de juros é de 1,25% ao ano, mais a taxa Selic (3% ao ano). O prazo para pagamento é de 36 meses e carência de 8 meses.

Segundo o ministro, a medida começará a trazer resultados nas próximas semanas.

Uma das reclamações dos empresários é sobre a linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar o pagamento de salários. Foi criada para funcionar via BNDES e bancos privados. Mas empacou. Até o dia 27 de maio, apenas 5% do total (R$ 1,96 bilhão) foi liberado. Os empresários citaram a burocracia como uns dos motivos para o difícil acesso.

 

Contratos de trabalho

O ministrou citou outras ações para mitigar os efeitos da pandemia, como a prorrogação das regras de suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada. ­O governo quer aumentar de 60 dias para 120 dias o limite da suspensão. E postergar de 90 dias para 120 dias o de redução de jornada e de salário. Atualmente, o Brasil tem 10,2 milhões de acordos do tipo.

 

Retomada econômica

Guedes estima que a recuperação no 2º semestre deste ano será em formato V (com retomada tão rápida quanto a queda). Para isso, entre outras ações, os programas do governo devem chegar às empresas para segurar a atividade no período de isolamento.

Outra ação que Guedes citou na reunião para aliviar a crise é a prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses. Na avaliação do ministro, o programa assistencial ajudou a evitar uma explosão social no país.

O governo quer pagar duas parcelas extras no valor de R$ 300 cada. A mudança deve ser feita mediante a aprovação do Congresso. Alguns congressistas defendem a manutenção dos R$ 600 mensais, o que aumentaria muito mais a dívida pública federal. O governo ameaça vetar o projeto se o valor ultrapassar os R$ 300 propostos.

(Com informações do portal Poder 360)

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