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Grupo Mateus protocola pedido de abertura de capital na Bolsa

Grupo Mateus, operador de lojas de móveis e eletrodomésticos, supermercados e lojas de atacado, pediu registro para oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), estendendo a fila de empresas de diversos setores que estão aproveitando a queda nos juros no país para levantar recursos nos mercados de capitais.

A empresa familiar, que cresceu graças a uma agressiva estratégia de preços, fechou 2019 com faturamento de 9,9 bilhões de reais e lucro líquido de 33 milhões de reais.

A varejista protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última segunda-feira (14), o prospecto preliminar para abertura de capital - um documento de intenções ao mercado para companhias que planejam ter ações negociadas na bolsa.

O movimento já era esperado pelo setor há pelo menos um ano, embora fosse um desejo até mais antigo do grupo, postergado por conta das incertezas econômicas que abalam o país desde a crise de 2015.

O embrião do Grupo Mateus surgiu em meados nos anos 1980, quando Ilson, à época um garimpeiro em Serra Pelada, em Curionópolis, no sudeste do Pará, ouviu de um conhecido sobre o município de Balsas, Maranhão - cidade que crescia impulsionada pela produção de soja.

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Ilson contou em mais de uma ocasião a reportagens locais que passou a ir até Balsas em 1984 para vender refrigerante, mas viu a demanda aumentar para outros produtos. Em dois anos, já abria uma pequena mercearia na cidade.

A empresa e seus sócios, que incluem o fundador, Ilson Mateus, planejam levantar recursos na oferta que podem alavancar a expansão do grupo. O plano do Grupo Mateus e o motivo de acessar o mercado é acelerar expansão de lojas para consolidar a posição regional e ampliar investimento em logística.

A companhia terminou junho com 137 unidades, espalhadas em 54 cidades — comparado a 65 lojas em 2016. Dívida não é a questão neste caso. No fim do primeiro semestre, o endividamento bruto estava em 1,2 bilhão de reais, para quase 950 milhões de reais em caixa.

XP, Bradesco BBI, BTG Pactual, Safra, Banco do Brasil, Santander Brasil e Itaú BBA vão coordenar a operação. Eles devem embolsar parte dos valores da oferta, que será primária e secundária.

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