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I Wanna Sleep aposta em Loja Física Online na pandemia

A franquia de lojas de produtos para o sono, I Wanna Sleep, teve de se reinventar para encarar a pandemia de coronavírus. Com o fechamento das lojas físicas para evitar a disseminação da Covid-19, o empresário Rafael Moura, fundador da franquia, transformou as lojas em e-commerces individualizados em uma semana, conseguindo recuperar 30% das vendas.

Depois de ficar sabendo que todas as lojas de sua franquia deveriam permanecer fechadas durante esse período da pandemia de coronavírus, não restou muita alternativa para Rafael a não ser investir em algo virtual. E para não ficar para trás o plano deveria ser colocado em prática logo, pois com as lojas fechadas os franqueados não vendiam. “A crise chegou da noite para o dia e pegou todo mundo de surpresa. Fechar a loja, para quem é do comércio, é sinônimo de faturamento zero”, contou o empresário em uma entrevista ao site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Aliás, desde que Rafael abriu a primeira loja em Belo Horizonte (MG), ainda em 2014, a ideia era não ser apenas mais uma loja de colchão como as outras, fazendo com que um pensamento ao estilo startup fosse implementado logo na abertura do comércio. A I Wanna Sleep possui 3 mil itens disponíveis para venda, sendo que o colchão é apenas um deles, já que eles também trabalham com travesseiros, pijamas, chás e outros acessórios.

Em 2017 a I Wanna Sleep já era uma franquia e algumas das lojas contam até com espaços para massagens, reiki, quiropraxia e contam também com o sistema Body Scan IWS – usado para medir o nível de pressão do corpo no colchão, facilitando a escolha do produto. Portanto, com tantas experiências presenciais, partir para o online não era tarefa das mais fáceis, o que fazia com que a rede ainda não apostasse em vendas virtuais, o que mudou totalmente com a pandemia.

“Nunca fizemos isso. O desafio que tínhamos agora era criar algo rápido para ser um novo canal de venda para os franqueados. Precisávamos tentar levar toda a experiência para a casa das pessoas”, disse Moura recentemente ao Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Por isso, a opção foi desenvolver um esquema de Loja Física Online (LFO), que consiste em um site que apresenta todas as unidades franqueadas, como se fossem “mini e-commerces individuais”, direcionados de acordo com a localização do consumidor e informações atualizadas de estoque e entrega. “Quando o cliente clica em determinada loja, vê o estoque disponível na unidade e é atendido pelo próprio franqueado”, afirmou o empresário na mesma entrevista.

Ele também contou à reportagem que todo o processo de criação da plataforma levou cinco dias para ficar pronto, o que seria bem diferente se a situação atual não fosse de crise, estimando que o tempo gasto deveria ser de três a seis meses. O empresário também ressaltou que o desenvolvimento do site foi feito internamente, sem precisar realizar mais investimentos.

E a eficiência do sistema pode ser um dos fatores de sucesso, já que a promessa é de entrega dos produtos em até uma hora para quem realiza a compra em horário comercial nas cidades em que as franquias estão localizadas, ou seja, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Agora para as demais localidades a entrega tem de ser feita via Correios.

Inclusive Rafael Moura declarou acreditar que a Loja Física Online pode ser um legado para o pós-crise, porém ele ainda se mostra relutante em lançar um modelo de franquia totalmente online por conta de todas as experiências que podem ser oferecidas em uma loja física, de fato. “Achamos que muita coisa vai mudar ainda, mas esse produto certamente é um fruto da crise da Covid-19”, declarou o empresário ao site do Grupo Globo.

 

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