Mobiliário segue pressionado e recuperação ainda é parcial
Os dados mais recentes da cadeia florestal-industrial na Argentina revelam um cenário de recuperação desigual, com sinais claros de que o setor de mobiliário ainda enfrenta dificuldades relevantes no início de 2026. Apesar de indicadores positivos no acumulado, a leitura mais profunda mostra que o avanço está longe de representar uma retomada consistente.
No recorte mais imediato, o segmento de móveis e colchões registrou queda de 6,6% em dezembro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda que o acumulado do ano aponte crescimento de 14%, esse resultado deve ser interpretado com cautela, já que ocorre sobre uma base muito deprimida após a forte retração de 18% registrada em 2024.
O cenário se agrava quando analisado o desempenho das pequenas e médias empresas do setor. Levantamento específico indica queda média de 19% nas vendas no quarto trimestre de 2025, evidenciando que a recuperação não é homogênea e depende diretamente do porte e da região das empresas.
Além disso, o ambiente macroeconômico argentino ainda não favorece uma retomada mais sólida. A demanda interna segue enfraquecida, com impacto direto sobre atividades ligadas à construção e bens de maior valor agregado — categorias nas quais o mobiliário está inserido.
O resultado é um setor moveleiro que ainda opera sob pressão, convivendo com capacidade ociosa elevada, retração no emprego e margens comprimidas. Na prática, o que se observa não é crescimento estrutural, mas sim uma recuperação parcial, insuficiente para reverter as perdas recentes.
Para os próximos meses, o desafio permanece claro: atravessar um ambiente de consumo fragilizado, com custos elevados e competitividade pressionada, especialmente diante do avanço de produtos importados e das limitações estruturais da indústria.
Com informações de ASORA Madera y Tecnología




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