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Nordestino cresce fazendo móveis sob medida em Portugal

Revisado Natalia Concentino - 16 de Janeiro 2026
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Com apenas 2.700 euros no bolso, o sergipano Cosme Santos chegou a Portugal há três anos para recomeçar a vida. Hoje, é proprietário da Santos Carpintaria, empresa de mobiliário sob medida instalada em Santa Maria da Feira, no distrito do Porto, com cerca de 500 mil euros investidos em maquinário, frota própria e planos de expansão internacional.

 

Nascido em Salgado, no interior de Sergipe, Cosme teve contato com a carpintaria ainda adolescente. Aos 13 anos, dividia o tempo entre a escola e o trabalho manual; aos 15, já atuava com autonomia profissional. Criado apenas pela mãe, conquistou independência financeira cedo e chegou a montar sua própria carpintaria em Aracaju antes de decidir emigrar.

 

A chegada a Portugal, em 2023, marcou um novo começo. Durante um ano e meio, trabalhou como funcionário em uma carpintaria local, de domingo a domingo, enquanto investia na compra de máquinas e ferramentas. Após uma breve sociedade, decidiu seguir sozinho — escolha que se mostrou acertada.

 

Hoje, a Santos Carpintaria atende clientes em diversas cidades portuguesas, como Porto, Maia e Lisboa, com foco em mobiliário sob medida. Entre os principais produtos estão cozinhas completas, móveis para quartos, salas e banheiros. Uma cozinha pode ficar pronta, em média, em seis dias, com produção mensal que varia entre seis e oito unidades.

 

A equipe conta atualmente com cinco colaboradores — portugueses e brasileiros — e deve ganhar mais um integrante nos próximos dias. Embora tenha um representante comercial, Cosme faz questão de fechar pessoalmente os negócios. “Prometer só o que pode cumprir é regra”, afirma. Segundo ele, esse cuidado é decisivo para a fidelização dos clientes.

 

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A matéria-prima utilizada vem de países como Brasil, Espanha, França e China. Entre as madeiras mais usadas estão o carvalho, conhecido pela resistência, e a faia, de acabamento mais uniforme. Cosme observa diferenças culturais no consumo: portugueses tendem a preferir linhas clássicas e retas, enquanto brasileiros arriscam mais no design. Em comum, destaca a valorização do atendimento e da confiança.

 

Apesar da rotina intensa — que já incluiu longos deslocamentos e fins de semana de trabalho —, Cosme afirma que o esforço valeu a pena. Recentemente, concluiu o equivalente ao ensino médio em Portugal e planeja ingressar, em 2027, na faculdade de arquitetura e urbanismo.

 

Para o futuro, o empresário projeta a abertura de duas novas carpintarias, uma no Porto e outra na Espanha, onde identifica escassez de mão de obra especializada. “A maior experiência é a força de vontade. Quem quer, aprende”, resume.

 

Texto elaborado por IA com informações e imagem www.publico.pt

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