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Pantanal é referência para coleção de designer

Por trás de móveis bastante criativos, com muitas curvas e que nos trazem um pouco do Pantanal está Henrique Viblin, um jovem designer que começa a escrever sua história no mercado brasileiro. Utilizando um processo semiartesanal em sua marcenaria, o rapaz entendeu que sua verdadeira vocação é desenhar móveis e se lança ao mercado com seu Estúdio Jatö.

“Meu pai começou a trabalhar com madeira muito cedo e eu fui aprendendo com ele ao longo da minha vida, eu cresci acompanhando a indústria da madeira. Mas, só passei a entender que o design de móveis era o que eu realmente queria profissionalmente há pouco tempo, cerca de três anos”, inicia a conversa Henrique Viblin.

Ele diz que sempre foi fascinado por várias coisas, por isso se graduou em História e trabalhou com teatro, fotografia, música e produção audiovisual. “Dentre tudo isso, eu percebi que aquilo que eu fazia com mais naturalidade era o design de móveis, eu notei que realmente gostava disso e resolvi encarar como profissão e não mais como um hobbie em que eu fazia algumas peças para a família”.

Viblin é paranaense, mas está morando no Mato Grosso do Sul há sete anos e se encantou pela atmosfera da região. “Eu moro em Campo Grande e vejo araras, tucanos, tamanduás, formigas e capivaras diariamente. Pode até parecer um pouco estranho para alguns, porém eu gosto dessa energia e desse respeito que é criado em relação à natureza, cultura e pessoas”, comenta.

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Partindo desse princípio, o designer resolveu homenagear o Pantanal sul-mato-grossense com algumas criações que chegaram a ser expostas em uma feira de novos talentos no Rio de Janeiro. “Eu costumo usar mais linhas retas, só que nesse projeto eu optei por fazer um móvel mais artístico, com mais curvas e com peças de tiragem limitada”, conta. Ele ainda acrescenta que “o ano de 2020 ficou marcado por uma grande queimada no Pantanal e acredito que, de alguma forma, homenagear esse bioma brasileiro por meio de móveis pode fazer com que as pessoas olhem com mais preocupação e respeito para a região”.

Cadeira Tuiuiú

 

Uma das peças que chama a atenção é a mesa Corixo, que representa lagos que se formam com desenhos que podem ser vistos por meio de imagens aéreas e, nessa criação, Viblin abusou das curvas. “Essa mesa serve como um grande exemplo do que eu proponho com essa coleção, que é fazer um móvel arte para exibição e não uma produção em série”.

Mesa Corixo

 

Henrique Viblin conta também que um dos designers que ele encontrou no evento sugeriu que ele criasse alguma peça que pudesse retratar ainda mais a questão das queimadas. “Nós conversamos lá no evento e estamos desenvolvendo uma mesa que vai chamar a atenção justamente para isso. Conforme o projeto for sendo executado, podemos até pensar em parcerias com ONGs que atuam no Pantanal para dar uma ajuda financeira proveniente da venda do móvel”.

E os planos do designer não param por aí, ele conta que pretende lançar mais séries temáticas, só que economizando um pouco mais nas curvas e com referências ao urbano. “As minhas maiores referências são os designers brasileiros mesmo. Acredito que a minha geração é privilegiada por já termos grandes nomes e uma história construída nessa área. Digo que o Brasil já é bem resolvido em termos de design de móveis”, avalia ao ser questionado sobre suas principais referências no mercado.

 

A matéria completa você confere na primeira edição do ano da revista Móveis de Valor.

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