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Varejistas confiam em estoque e antecipam Black Friday

As grandes cadeias varejistas começam a colocar suas estratégias comerciais para a Black Friday na rua. O Magazine Luiza informou que iniciou a sua “Black Friday” no domingo, dia 1º, quando lançou a campanha “Agora ou Nunca” — praticamente no mesmo período do ano passado.

Os descontos definidos devem mudar a cada dia, uma forma de atrair tráfego para o on-line, na tentativa de manter a frequência em alta pelo período de quase um mês. A data oficial da Black Friday neste ano é dia 27 de novembro.

A B2W, controlada pela Lojas Americanas, já informou no dia 30 de outubro, em teleconferência com analistas, que suas ofertas de Black Friday foram antecipadas em relação ao ano passado, e as ações promocionais já começaram, nos sites, aplicativos e nas lojas da rede. A Via Varejo também está adiantando as suas ações para o evento neste ano em cerca de uma semana. E já informou na semana passada que também irá atualizar as suas promoções de forma contínua.

A intenção de adiantar as promoções por parte das varejistas é ampliar o período de ofertas e evitar aglomerações de pessoas nas lojas.

Nesse processo, caso mantivesse o período menor do ano passado, o cliente poderia evitar ir à loja para tentar comprar no site no fim do mês, aumentando o risco de picos de tráfego de clientes nos sistemas de tecnologia e possibilidade de gargalos nas entregas, dizem consultores da área.

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GPA e Magazine Luiza

Em material publicado também no dia 30 de outubro, o Magazine Luiza diz que “todos os dias, começando em 1º de novembro, a empresa anunciará itens com preços de Black Friday, e esses produtos não farão parte das promoções oferecidas no dia 27”.

O Magazine Luiza informa que a soma em estoques cerca de R$ 5 bilhões, que incluem o lote de produtos adquiridos para a data. Essa questão tem sido aspecto mencionado por varejistas e indústrias, por conta da alta demanda de eletrônicos recentemente, e falta de embalagens e insumos para a produção.

“A empresa está completamente preparada em insumos, como embalagens”, disse.

No dia 29 do mês passado, o Grupo Pão de Açúcar, dono das marcas Extra e Pão de Açúcar, também mencionou a questão de estoques e embalagens em conversa com analistas. Sobre os produtos eletrônicos, Jorge Faiçal, presidente do braço de varejo, disse que “é difícil acertar a demanda futura”, mas que a empresa se preparou para atender a demanda da Black Friday. “A venda surpreendeu, mas o futuro de eletro é incerto”, disse. A empresa vende bens duráveis pela rede Extra.

Por conta da procura maior por certos produtos eletroeletrônicos desde abril, Faiçal disse que “a entrega de fato junto à indústria está mais disputada”. Questionada se há falta de mercadorias, a empresa diz que em linhas gerais não sente gargalos.

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As empresas do setor, como Magazine Luiza, Via Varejo e Lojas Americanas/B2W têm informado que usarão as suas estruturas de logística integrada, com serviços de entrega para vendedores do marketplace, e também a sua estratégia de “cashback”.

(Com informações do Valor PRO)

Foto: Danny Cesare, Agência O Globo

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