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Venda de móveis sofre o maior tombo de sua história em abril

Em abril de 2020, o comércio varejista nacional recuou 16,8% frente a março, na série com ajuste sazonal, queda mais acentuada da série histórica iniciada em janeiro de 2000, refletindo os efeitos do isolamento social. A média móvel trimestral foi de - 6,1% no trimestre encerrado em abril. Na série sem ajuste sazonal, em relação a abril de 2019, o comércio varejista caiu 16,8%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi de 0,7%.

Mas se o comércio em geral caiu 16,8%, o volume de venda de móveis, como antecipamos ontem, 15, despencou. Na comparação com abril de 2019 a queda bateu em 40,7%, a maior da história. E dos 12 estados pesquisados pelo IBGE, na metade deles a queda ficou acima da média nacional. O recorde absoluto ficou com o Ceará (-86,3%), seguido pelo Espírito Santo (-59,8%), Minas Gerais (-50,6%), Pernambuco (-50,4%), Rio de Janeiro (-45,3%) e Bahia (-43,5%).

As menores quedas aconteceram em Santa Cataria (-23,1%) e Paraná (29,4%).

É claro que o comportamento das vendas em abril fez despencar também o índice acumulado no ano. Em nível nacional o recuo foi de 8,2% e apenas dois estados continuaram em terreno positivo no período de janeiro a abril, São Paulo com 13,7% e Goiás com 3,2%.

No acumulado de 12 meses, em nível nacional, o volume de venda de móveis ainda é positivo, com 2,7%. O estado de São Paulo continua com 18,8% positivos, seguido de Goiás, com 12,9%. O pior resultado ao longo de 12 meses é do Ceará, com -15,3%.

Veja abaixo quadro completo da pesquisa mensal do IBGE:

 

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