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Auxilio emergencial deve voltar a ser pago entre março e junho

No dia 27 de janeiro antecipamos, na matéria abaixo, a volta do auxilio emergencial, projeto que alavancou o varejo em 2020, especialmente o de bens duráveis e de modo particular o segmento moveleiro e de colchões. Era apenas uma questão de tempo. Agora, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a nova rodada de auxílio emergencial sempre foi considerada pelo governo federal e que o formato do novo benefício deve ser apresentado no início do próximo mês, citando que o pagamento deve ser feito de março a junho. O valor deve ficar entre R$ 280 e R$ 320,00

Pacheco disse que o teto de gastos é importante, mas não critério absoluto e que, por meio da cláusula de calamidade, foi encontrada a solução para “flexibilizar” a regra fiscal e permitir que a população seja assistida.

O texto da proposta deve ser conhecido na segunda-feira, 22, e a expectativa é que seja votada no dia 25.

Pacheco ainda afirmou que a Comissão Mista do Orçamento (CMO) foi instalada para garantir recursos para o SUS, para vacinas e para assistência social à população que precisa.

O que falta agora é definir o valor que será creditado à milhões de famílias que farão parte desta nova rodada do auxílio emergencial que é, sem dúvida, um impulso importante para ajumentar a venda de móveis no País em 2021.

*Texto de Ari Bruno Lorandi

[ATUALIZADO EM 22/02]

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou lamentar que muitas pessoas estejam “passando necessidade” no País, porém, justificou o fim do auxílio emergencial, porque a capacidade de endividamento do País está no limite. “Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite”, disse o presidente nesta segunda-feira (25). A última parcela do auxílio, criado em abril por conta da crise econômica provocada pela pandemia, venceu em dezembro de 2020 e até agora estava sendo paga.

Entretanto, apesar da afirmação do presidente, a situação piorou em todo o País o que exige medidas do governo para minimizar o problema das pessoas mais carentes que agora se sentem desassistidas. Soma-se a isso a forte queda de popularidade de Bolsonaro observada nas últimas pesquisas e a sinalização clara de Arthur Lira, candidato apoiado por Bolsonaro a presidente da Câmara dos Deputados, de que “não cabe na minha cabeça e nem na cabeça de ninguém que os parlamentares vão usurpar direitos de A, de B ou de C para arrumar fiscal”.

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Outro importante indicador veio da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, divulgada hoje (26). “Os riscos associados à evolução da pandemia de covid-19, como os recentes aumentos no número de casos, e a esperada queda dos efeitos dos auxílios emergenciais podem levar a mais gradualismo ou até uma reversão temporária da retomada econômica”.

Bolsonaro também admitiu a seus apoiadores que trataria da possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

É fato. A economia não vai retomar com a rapidez necessária para garantir emprego e renda sem uma nova rodada de auxilio emergencial e apoio financeiro às empresas. Portanto, não vai surpreender ninguém a prorrogação do auxílio emergencial logo após as eleições na Câmara e no Senado, prevista para daqui a alguns dias.

Portanto, o auxílio emergencial vai voltar. A pergunta agorta é quando?

*Por Ari Bruno Lorandi, CEO do Intelligence Group

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