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Ações da Mobly tem alta de 25,7% no pregão do primeiro dia na B3

As ações da loja de móveis on-line Mobly, que estrearam sexta-feira na B3 com transmissão ao vivo pela MVTV, encerraram o dia em alta de 25,71%, negociadas R$ 26,40.

A valorização, de acordo com especialistas, se deve a uma somatória de fatores, mas, especialmente, pela representatividade que a companhia que comercializa móveis ganhou em tempos de pandemia, com a migração dos profissionais para o home office. “As pessoas passaram a equipar e a melhorar o ambiente em casa, onde passaram a ficar a maior parte do tempo”, afirmou o analista técnico da Ativa Investimentos, Marcio Loréga.

Para o analista da Vero Investimentos, Fábio Galdino, o que também contribuiu para a alta foi o próprio aumento no número de investidores interessados na renda variável, aliado ao maior interesse das pessoas pelo comércio eletrônico, diante das necessidades impostas pelo isolamento social. “Tudo isso está fazendo com que esse setor fique bastante atraente”. Não à toa, gigantes do comércio eletrônico como Magazine Luiza e B2W registraram, no último ano, altas de 80% e 15,37%, respectivamente.

Entretanto, para Loréga, da Ativa, a valorização já era esperada, primeiro, porque a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foi quase integralmente primária. Com a operação, a companhia movimentou R$ 811,594 milhões, dos quais R$ 777,778 milhões foram para o caixa.

“Praticamente todo o capital foi para a empresa, quantia que vai ser direcionada para capital de giro, investimentos em publicidade, marketing e até aberturas lojas físicas, o que motiva os investidores”, explicou.

Outro ponto é a própria precificação de R$ 21,00, que ficou próxima ao teto da faixa indicativa entre R$ 17 e R$ 23,50. Na visão do analista da Ativa, a ação próxima ao topo também indica um potencial de valorização.  O volume financeiro negociado pela Mobly chegou a R$ 347 milhões.

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Resultados

Nos nove primeiros meses de 2020, o volume de vendas (GMV) da Mobly ficou em R$ 560,2 milhões, o que representa crescimento de 48% ante o mesmo intervalo do ano anterior. A receita líquida cresceu 50%, a R$ 420,8 milhões. O prejuízo líquido somou R$ 16,6 milhões, queda de 57% na comparação anual.

(Conteúdo publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

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