Comércio exterior exige estratégia e planejamento das PMEs
Em um ambiente de concorrência intensa e margens cada vez mais pressionadas, pequenas e médias empresas industriais da Argentina enfrentam desafios crescentes para estruturar operações de importação e exportação de forma sustentável. O cenário até 2026 exige menos improviso e mais estratégia, especialmente no planejamento de custos, escolha de fornecedores e gestão logística.
Atuando há mais de 35 anos no comércio exterior, o empresário e consultor Flavio Znaidak, à frente das empresas Castexco e China Point, acompanha de perto as dificuldades enfrentadas pelas PMEs industriais. Segundo ele, importar ou exportar deixou de ser uma alternativa pontual e passou a ser um negócio dentro do próprio negócio, que exige visão estratégica, experiência e tomada de decisão qualificada.
A atuação das empresas especializadas em comércio exterior vai além do desembaraço aduaneiro. Envolve desde a busca por fornecedores internacionais — com destaque para o mercado chinês — até a gestão de compras, análise detalhada de custos e planejamento logístico. Essa abordagem integrada permite acesso a insumos, maior previsibilidade na produção e ganho de competitividade.
Um dos principais erros observados nas empresas que iniciam operações internacionais é a subestimação dos custos operacionais e a falta de estratégia na relação com fornecedores. Compras mal dimensionadas ou acordos frágeis impactam diretamente a rentabilidade do negócio. No caso das exportações, a ausência de liderança experiente e domínio do processo costuma levar a atrasos, perdas financeiras e, em muitos casos, ao abandono da operação.
Outro ponto crítico é o planejamento. Cada operação de importação ou exportação deve ser tratada como um projeto individual, com etapas claramente definidas do início ao fim. A improvisação, alerta o especialista, quase sempre resulta em prejuízo. No comércio internacional, não há atalhos: processos precisam ser estruturados, monitorados e executados com rigor.
Além dos desafios operacionais, o contexto macroeconômico também influencia o comércio exterior. A ausência de um ano eleitoral na Argentina, por exemplo, é vista como uma oportunidade para fortalecer o mercado interno com políticas mais consistentes. Ao mesmo tempo, a incorporação de tecnologia e a redução de custos são apontadas como fatores-chave para tornar produtos industriais competitivos no exterior.
Apesar das dificuldades, a exportação continua sendo vista como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência do mercado interno. No entanto, trata-se de um caminho gradual, que exige comprometimento, acesso a crédito, incentivos adequados e, sobretudo, profissionalização da gestão.
A expectativa para os próximos anos é de que as PMEs industriais passem a encarar o comércio exterior não apenas como uma oportunidade, mas como uma competência essencial. Em um cenário globalizado e instável, planejamento, resiliência e conhecimento técnico tornam-se diferenciais decisivos para quem busca crescer além das fronteiras.
Texto e foto elaborados por IA com informações https://follow.it




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