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Confiança do consumidor nos EUA cai ao menor nível desde 2014

Revisado Natalia Concentino - 01 de Fevereiro 2026
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Imagem: Freepik

A confiança do consumidor norte-americano sofreu uma forte deterioração em janeiro e atingiu o nível mais baixo desde 2014, segundo o mais recente relatório do Conference Board. O indicador caiu 9,7 pontos, chegando a 84,5, após revisão para cima do dado de dezembro, que havia ficado em 94,2. 

 

O recuo supera inclusive os patamares registrados durante a pandemia e reforça os sinais de cautela em relação à economia dos Estados Unidos. Tanto o Índice de Situação Atual quanto o Índice de Expectativas apresentaram quedas expressivas no período.

 

O Índice de Situação Atual, que avalia a percepção dos consumidores sobre condições de negócios e mercado de trabalho, caiu 9,9 pontos, para 113,7. Já o Índice de Expectativas recuou 9,5 pontos, para 65,1, permanecendo bem abaixo do nível de 80 pontos, tradicionalmente associado a cenários de recessão.

 

“A confiança desmoronou em janeiro, à medida que as preocupações com a situação atual e as expectativas para o futuro se intensificaram”, afirmou Dana M. Peterson, economista-chefe do Conference Board. Segundo ela, todos os componentes do índice apresentaram piora, levando o indicador ao seu menor patamar desde maio de 2014. 

 

A queda foi observada em todas as faixas etárias, embora a Geração Z tenha permanecido relativamente mais otimista. Entre os principais fatores de preocupação apontados pelos consumidores estão inflação, preços de energia e alimentos, além de tarifas, comércio internacional, mercado de trabalho e incertezas políticas.

 

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Cautela continua sendo palavra de ordem

 

O relatório também indica maior cautela em relação a gastos de alto valor nos próximos seis meses. A intenção de compra de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos apresentou retração, com exceção dos smartphones, sinalizando um ambiente menos favorável para o consumo discricionário.

 

No campo das expectativas, aumentou o pessimismo quanto às condições futuras dos negócios, do mercado de trabalho e da renda pessoal, reforçando um cenário de atenção para os próximos meses da economia norte-americana. 

 

Para a indústria e o varejo de móveis, os dados reforçam um ambiente de demanda mais cautelosa nos Estados Unidos, especialmente para bens duráveis e de maior valor agregado. A retração nas intenções de compra de móveis indica um consumidor mais seletivo, sensível a preço e menos propenso a decisões de consumo de longo prazo. Em um cenário como esse, ganham relevância estratégias de gestão de portfólio, controle de estoques, foco em diferenciação e eficiência operacional, além de atenção redobrada aos sinais de desaceleração do mercado internacional, que podem impactar exportações, investimentos e planejamento industrial ao longo de 2026.

 

Redação de IA com informações www.furnituretoday.com

 

 

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