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Efeito coronavírus: “Falta sofá” na Espanha

Após uma queda brusca nas vendas, um grande alívio — pelo menos para os fabricantes de móveis na Espanha. Representantes do setor afirmam que estão sobrecarregados com a demanda após o crescimento de vendas depois do fim do lockdown no país em junho. O aumento é tanto que pode até reverter boa parte das perdas ainda durante esse ano.

Em junho as vendas de equipamentos domésticos, incluindo móveis e eletrodomésticos, aumentaram 9,9%, recuperando parte das perdas de três meses anteriores.

Já o índice geral de vendas no varejo caiu 4,7% no mesmo mês em comparação a igual período de 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados nesta quarta-feira.

Lidia Roza, proprietária da Casa Nueva, uma loja de móveis em Gijón, cidade no norte da Espanha, disse que os negócios estão movimentados e que alguns clientes estão precisando esperar dois meses para conseguir comprar, principalmente sofás.

“Não há mais colchões e sofás-cama nas lojas, a missão é impossível. Falamos com os fabricantes e eles nos disseram que estão sobrecarregados”, disse ela.

E a demanda é tão grande que a queda das vendas até o momento -- por causa da pandemia -- de 17%, deve ficar em 5% neste trimestre, segundo pesquisa de uma associação nacional de empresas de móveis.

“É como um ‘boom’. Muitos fabricantes estão nos dizendo que estão cheios” [de pedidos], disse Vicente Sales, chefe de análise de mercado do Observatório Espanhol de Móveis (Aidimme, na sigla em espanhol).

Embora o setor esteja passando por uma recuperação em forma de V, as empresas continuam cautelosas, acrescentou Sales, devido ao panorama incerto da economia e da Covid-19.

O efeito pós-pandemia verificado na Espanha não é privilégio de espanhóis. Em diversos outros países da Europa se observa o mesmo fenômeno, causado também, claro, pelo fato de muitas fábricas terem paralisado a produção durante um longo período.

No Brasil já se observa escassez de certos tipos de móveis no varejo e os prazos de entrega nos maiores marketplaces brasileiros é de 45 dias, pelo menos.

(Com informações Reuters)

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