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Europa estabiliza consumo de móveis, mas competição aumenta

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O mercado europeu de móveis começa a dar sinais de estabilização após um período de forte volatilidade, mas o cenário está longe de indicar uma retomada confortável. Com valor estimado em €165 bilhões e atendendo cerca de 540 milhões de consumidores, o setor entra em uma nova fase marcada por ajustes estruturais e aumento da concorrência. 

 

 

O gráfico de crescimento por país entre 2019 e 2025 ajuda a traduzir esse momento. A leitura predominante não é de expansão consistente, mas de trajetórias irregulares, com países-chave apresentando oscilações relevantes ao longo do período. Isso reforça a percepção de que a recuperação europeia é heterogênea e ainda frágil.

 

Ao mesmo tempo, o ambiente competitivo se torna mais desafiador. As importações extraeuropeias já representam cerca de 22% do consumo total de móveis, com forte protagonismo da Ásia — especialmente da China, além do avanço de Vietnã e Turquia. Esse movimento pressiona preços e eleva o nível de exigência para os fabricantes locais.

 

Outro vetor crítico é a transformação dos canais de venda. O e-commerce praticamente dobrou desde 2019, enquanto marketplaces ampliam a disputa por preço e conveniência. Em paralelo, o varejo físico passa por reconfiguração, com lojas menores, mais eficientes e integradas a modelos omnichannel.

 

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A estrutura do setor também revela uma tendência clara de concentração: mais de 130 mil varejistas operam na Europa, mas os 30 maiores já concentram cerca de um terço de todo o mercado. 

 

Além disso, novos comportamentos de consumo começam a ganhar espaço. O mercado de móveis de segunda mão deixa de ser marginal e passa a integrar de forma mais relevante o ecossistema do setor, ampliando ainda mais a complexidade competitiva.

 

Na prática, o que o cenário europeu revela é um mercado que saiu da crise, mas entrou em uma fase mais sofisticada e exigente. Crescer, agora, depende menos de volume e mais de estratégia — seja na diferenciação, na eficiência operacional ou na capacidade de adaptação a um consumidor cada vez mais híbrido e sensível a preço.

 

Com informações CSIL Milano

 

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