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Fabricantes de colchões alertam: aumento de preços é inevitável

A entidade que representa a indústria de camas e colchões está alertando sobre interrupções nas entregas após o Natal e aumentos inevitáveis ​​de preços, já que os fabricantes enfrentam dificuldades crescentes para obter suprimentos de matérias-primas.

O trecho acima poderia ser aqui do Brasil, mas é do Reino Unido, mais especificamente da National Bed Federation (NBF), que congrega os fabricantes de lá. Os setores de mola, espuma e madeira estão entre os componentes particularmente afetados.

A mensagem, da NBF para os varejistas, alerta que as lojas devem se preparar para aumentos de preços, já que seus próprios membros relataram escassez de matéria-prima.

A diretora executiva da NBF, Jessica Alexander, diz: “A cadeia de suprimentos está sob pressão sem precedentes, pois a demanda supera a capacidade das indústrias de fabricar produtos com rapidez suficiente. Os aumentos de preços e o racionamento da oferta de matérias-primas estão se tornando cada vez mais generalizados e impactando grandes e pequenas empresas, setores de alta renda e setores econômicos”.

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Um fabricante afirmou: “Estamos realmente fazendo o nosso melhor para colocar os produtos no mercado, mas está fora de nosso controle. Não é apenas no Reino Unido - este é um problema global no momento. O TNT usado para fazer molas ensacadas - é um bom exemplo. Os fornecedores estão recebendo mais dinheiro dos clientes que fabricam EPIs. Então, se você quiser para fazer o molejo, você tem que pagar mais”.

A escassez é ainda mais frustrante devido ao nível de comércio que surpreendeu muitos fabricantes. Um executivo sênior de outra empresa da NBF disse à federação: “Após o isolamento da Covid-19, houve um aumento na demanda em todo o setor, com muitos de nossos clientes relatando vendas recordes nos meses que se seguiram à quarentena.

“Não há dúvida de que os preços aumentarão substancialmente à medida que a demanda ultrapassar a oferta e os compradores de varejo precisarão estar cientes de que a inflação zero em móveis e camas provavelmente será uma coisa do passado em um futuro próximo.

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A situação no Brasil é bem semelhante à enfrentada no Reino Unido e em outros países. É de fato uma situação mundial que tem duas causas principais: em média dois meses de paralisação da produção e o aumento da demanda dos consumidores, a partir do isolamento social. Como consequência imediata, o realinhamento dos preços defasados antes da pandemia, por conta de baixa demanda.

A expectativa é que a oferta de produtos se normalize no primeiro semestre de 2021 e os preços se estabilizem no novo patamar no mesmo período.

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