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Grupo Schumann diversifica e projeta crescer 10% este ano

O empresário André Leonardo Schumann, 42 anos, nascido em Seara, não deixa de aproveitar oportunidades de negócios. Aos 20 anos, abriu a primeira loja Schumann de móveis e eletrodomésticos na sua cidade natal. Com gestão enxuta, fez uma reserva de capital e em maio do ano passado conseguiu comprar a rede gaúcha Multisom.

Hoje, o grupo Schumann soma 150 lojas. Além disso, acaba de lançar três novas marcas: a Nexen, que oferece sistemas de energia solar; a Contaí, banco digital com serviço de conta digital; e a Greenforest, indústria de madeira de reflorestamento. A projeção do grupo é crescer 10% em faturamento neste ano sobre a mesma base de 2019. Saiba mais na entrevista que André Schumann concedeu a jornalista Estela Benetti, colunista do portal NSC Total, de Santa Catarina a seguir.

Redes de lojas

André Schumann - A gente comprou a Multisom em maio do ano passado por algumas razões. É uma marca muito forte e fizemos uma aquisição barata porque o empresário decidiu vender. Concluímos que a Multisom teria sinergia importante com o nosso negócio. Nos tornamos os maiores vendedores de celular no Sul. Essas lojas viraram também um ponto de retirada de produtos vendidos pela Schumann por e-commerce, o que aumentou a nossa capacidade de entrega. O custo dessas lojas é menor. Unimos a gestão das duas empresas. Hoje, temos 150 lojas, das quais 77 são Schumann, 71 Multisom e duas online – uma da Schumann e outra da Multisom. Para 2020, estamos revitalizando as duas marcas.

Geração solar

André Schumann - Constituímos a empresa Nexen, voltada à venda e instalação de sistemas de geração solar distribuída. Em 2015, quando enfrentamos a crise econômica, buscamos alternativas para reduzir custos. Quando chegava na energia elétrica, era muito difícil. Aí fomos ver a opção de geração solar e concluímos que os sistemas oferecidos eram muito caros. Então a gente começou a analisar o mercado internacional. Fui para a China e vi um nicho de mercado que tinha sintonia com a nossa empresa. Vamos importar equipamentos e usar as 150 lojas como revenda da Nexen porque logo cada residência vai ter geração de energia. Os kits estão ficando cada vez mais baratos. A gente importa e vende direto ao consumidor.

Menor custo de energia

André Schumann - Nem abrimos ainda a empresa e já vendemos 12 MW. Fechamos a venda de três usinas grandes, acima de 1 MW de geração cada. A maior do Estado, de 2,6 MW, vamos instalar em Piratuba, Santa Catarina. Estamos prevendo mais 30 MW para este ano. Vamos trabalhar com integradores de todo o Brasil. É um mercado muito promissor porque é uma solução sustentável, que reduz o custo de energia para as famílias e empresas.

Empresa florestal

André Schumann - A Greenforest foi inaugurada no ano passado, mas o negócio começou bem antes. Há 20 anos, a gente começou a plantar eucaliptos e essa floresta agora ficou madura para o corte. Fizemos um estudo para valorizar essa floresta e concluímos que seria melhor implantar uma madeireira tecnológica, que compra também madeira de outros fornecedores. Fabricamos produto para pallets e exportamos para a China e Coreia do Sul.

Banco digital

André Schumann - Lançamos o Contaí, que é um banco digital. Nós fizemos uma configuração jurídica para atuar nesse mercado. Antes, o varejo dava crédito por meio de boleto de papel. Hoje, a gente securitizou tudo isso e criamos a Contaí. Por meio da lei das fintechs, criamos o nosso banco digital. A partir de agora, o nosso cliente, ao invés de levar o carnê para casa, leva a conta parcelada dentro do aplicativo Contaí. O nosso crediário é próprio. Estamos fazendo as primeiras simulações. Primeiro, vamos testar em maio com os nossos 1.900 empregados. Depois, ofereceremos aos nossos clientes. Estamos fazendo as primeiras simulações.

Renovação da Multisom

André Schumann - A gente está reformulando as lojas. Estimamos que em maio, no Iguatemi Porto Alegre, vamos inaugurar a primeira unidade de uma geração de novas lojas. A gente está revitalizando a marca com novo layout, deixando mais tecnológica, mais jovem, com mais experiência de compra. A gente está remodelando o mix de produtos. Em algumas lojas, teremos um quiosque da Schumann junto. Isso nas lojas maiores. Em outras, menores, vamos oferecer um totem para compras.

Novas lojas Schumann

André Schumann – Coincidentemente, já alteramos a logomarca e o layout das lojas Schumann. Já temos uma que opera com o novo modelo em Balneário Camboriú e outra em Seara. Em maio, a gente vai fazer a virada de todas as lojas, incluindo as novas marcas. Também estamos deixando as lojas mais modernas. Além disso, estamos ampliando a oferta de produtos de bazar. Por isso, o visual será mais de loja de departamento do que de móveis e eletros.

Cidades maiores e menores

André Schumann – A nossa empresa nasceu em cidades menores, mas as unidades em grandes cidades estão muito bem. Um exemplo é a loja de Balneário Camboriú. Nas cidades menores, a proximidade com o consumidor é importante. A gente é uma extensão da casa das pessoas. Além de móveis e eletrodomésticos, a gente oferece linha de crédito e seguro, as decisões são mais rápidas. Muitos consumidores gostam de ter o cadastro positivo com a gente, o que facilita as compras sem preencher muitos dados a cada compra.

Vendas por e-commerce

André Schumann – As compra por internet são crescentes. Hoje, 10% das nossas vendas são por e-commerce. O consumidor compra de casa e retira nas lojas. O interessante é que esse avanço de negócios pela internet não é restrito a grandes cidades. Ele ocorre de forma equilibrada também nas menores cidades do interior. O nosso desafio é manter o preço. Isso exige da gente mais investimentos em tecnologia. A rede que é nossa inspiradora é a Magazine Luiza.

Projeção de crescimento

André Schumann – Nós estamos com uma meta ousada no nosso grupo, que é crescer 10% sobre a mesma base do ano passado, ou seja, o mesmo número de lojas. É claro que a Nexen, como não tem base, vai crescer muito mais. A gente sente que poderemos crescer 10% porque o cenário econômico melhorou e a inadimplência nossa está caindo para nós. Quando a inadimplência cai, as famílias ficam mais motivadas. No nosso crediário a gente sente o ritmo do mercado. Acreditamos na melhora da economia porque as decisões do governo não foram erradas. Quanto à geração de empregos, na Nexen a gente acredita que vai gerar de 20 a 30 novas vagas. Na Schumann e Multisom vamos manter e na Contaí vamos acrescentar cerca de 15 pessoas.

(Por Estela Beneti, publicado originalmente no NSC Total)

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