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Inflação de móveis bate 16% em 12 meses, mas cai o ritmo este ano

É verdade que a inflação medida pelo IPCA-15 está muito acima da meta estabelecida pelo Banco Central. Mas o índice de móveis, nos últimos 12 meses até setembro, está ainda mais alto, como se vê no gráfico abaixo. Quase 63% maior. E, assim como há justificativas para a alta do IPCA geral, também existem razões de sobra para que o preço dos móveis no varejo tenha atingido o patamar em que se encontram atualmente.

Observe que a elevação começou em março, com alta de 0,65%, mas acentuou nos meses seguintes, por conta da base de comparação a partir de abril do ano anterior. E se descolou da média do IPCA em maio, atingindo 9,02% em 12 meses ante 7,27% do IPCA geral.

Porém, quando se analisa o comportamento do IPCA geral e de móveis no acumulado deste ano, a diferença é de apenas 18,1 por cento, considerando o índice de 7,02% do IPCA geral e de 8,29% de móveis. A projeção, baseada nos dados até setembro, é de que a inflação nos móveis este ano fique em 10%, em linha com a expectativa dos economistas para a média da inflação geral no País, em torno de 8%.

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Mas, a principal preocupação da cadeia moveleira, seja por parte dos fornecedores, da indústria e do varejo, é com o que vai acontecer em 2022. Ninguém arrisca afirmar que os preços irão se estabilizar no patamar atual, se existe espaço para algum recuo, ou se a pressão de demanda vai manter os preços em elevação. Hoje, a previsão dos analistas econômicos é que o IPCA em 2022 fique em 4%.

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